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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 08-06-2026
LUANDA E CABINDA SELECCIONAM CANDIDATOS AO PROGRAMA DE FORMAÇÃO NO INP

Os testes para selecção dos candidatos ao Programa de Formação Profissional promovido pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), em parceria com a CABSHIP, tiveram início nesta segunda-feira, 8 de Junho, nas províncias de Luanda e Cabinda.

Em Luanda, participaram nas provas 12 candidatos pré-seleccionados pela Direcção Provincial da Educação, com destaque para a presença de duas candidatas do sexo feminino, evidenciando o crescente interesse das jovens angolanas pelas áreas técnicas e industriais.

Os exames de admissão incidem sobre as disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa e têm como objectivo encontrar os candidatos que irão beneficiar de formação técnico-profissional nas áreas de Electricidade Industrial, Energias Renováveis e Soldadura Industrial.

As províncias do Bengo e do Zaire realizarão os respectivos testes no dia 9 de Junho, dando continuidade ao processo de selecção dos futuros formandos. Concluída esta fase, cada uma das quatro províncias abrangidas apurará quatro candidatos, perfazendo um total de 16 finalistas, que serão integrados no programa de formação do Instituto Nacional de Petróleos (INP). A iniciativa enquadra-se no contrato celebrado entre o INP e a CABSHIP, sob coordenação da Direcção Nacional de Formação e Conteúdo Local, e prevê a formação de 16 jovens provenientes das províncias de Cabinda, Zaire, Bengo e Luanda.

Com duração de seis meses e início previsto para 30 de Agosto de 2026, o programa inclui certificação internacional e estágios curriculares para os formandos, reforçando o compromisso do MIREMPET com a qualificação da juventude angolana, a promoção do conteúdo local e o aumento das oportunidades de empregabilidade no sector.

Fonte: GTICI
Governo 04-06-2026
MIREMPET E CABSHIP PROMOVEM FORMAÇÃO TECNICA PARA 16 JOVENS ANGOLANOS

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), em parceria com a empresa CABSHIP, lançou um programa de formação profissional que vai beneficiar 16 jovens angolanos das províncias de Cabinda, Zaire, Bengo e Luanda, reforçando o compromisso com a qualificação da juventude nacional.

A iniciativa, coordenada pela Direcção Nacional de Formação e Conteúdo Local, enquadra-se no contrato celebrado entre o Instituto Nacional de Petróleos (INP) e a CABSHIP, e visa capacitar os participantes nas áreas de Electricidade Industrial e Energias Renováveis, considerados como sectores estratégicos para o desenvolvimento do país.

O programa terá a duração de seis meses, com início previsto para o dia 30 de Agosto de 2026, e contempla formação técnico-profissional com certificação internacional, incluindo ainda a realização de estágios curriculares para os finalistas formados pelo INP.

Os beneficiários serão encontrados a partir de um processo conduzido pelas Direcções Provinciais da Educação, que pré-seleccionaram 20 candidatos por província. Destes, serão apurados quatro jovens por cada uma das quatro províncias abrangidas, totalizando os 16 formandos.
No quadro do processo de selecção, estão previstos: 08 de Junho de 2026 – exames de Matemática e Língua Portuguesa em Luanda; 09 de Julho de 2026 – avaliações nas províncias do Bengo, Zaire e Cabinda.

Além das áreas de Electricidade e Energias Renováveis, o programa inclui também formação em Soldadura Industrial, ampliando as competências técnicas dos participantes e aumentando as suas oportunidades de empregabilidade. Esta acção resulta da estratégia do MIREMPET de dinamizar o conteúdo local, incentivando as empresas do sector a investir na formação qualificada da juventude angolana, promovendo a sua inserção no mercado de trabalho e estimulando o empreendedorismo.

Fonte: GTICI
Governo 04-06-2026
MAKENDA AMBROISE DESTACA CRIAÇÃO DA ENDIAMA COMO MARCO DE SOBERANIA

Em entrevista exclusiva, concedida, a 3 de Junho de 2026, à revista Angola Minas, Makenda Ambroise, antigo administrador da Companhia de Diamantes de Angola (DIAMANG), ex-Ministro da Geologia e Minas e actualmente consultor do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, destacou o papel decisivo da criação da ENDIAMA na afirmação da soberania nacional sobre os recursos diamantíferos.

Com um percurso ligado aos principais momentos de transformação do sector, Makenda Ambroise recordou que a DIAMANG, fundada em 1917 e encerrada formalmente a 17 de Fevereiro de 1988, dominou a exploração diamantífera durante o período colonial. Embora tivesse sede em Lisboa, a DIAMANG mantinha o seu principal centro operacional no Dundo, Lunda Norte, com representações em Luanda, Saurimo, Malanje, Benguela e Luena.

Segundo o consultor, durante grande parte da sua existência, os cargos estratégicos da DIAMANG foram ocupados por portugueses e representantes dos accionistas estrangeiros. A integração de angolanos em funções de direcção iniciou-se apenas a partir de 1974. Após a independência, a empresa passou a ser gerida por um Conselho de Administração com oito membros, quatro nomeados pelo Estado angolano. Makenda Ambroise ocupou então o cargo de Administrador para a Área Técnica e Operações Mineiras.

A transição para a soberania efectiva do Estado deu-se com a criação da Endiama, a 15 de Janeiro de 1981. “A criação da Endiama representou uma decisão estratégica do Estado angolano para garantir a soberania nacional sobre os diamantes e assumir a gestão directa do subsector”, afirmou. O primeiro Presidente do Conselho de Administração da Endiama foi o Tenente-Coronel Manuel Francisco Lourenço “Ngakumona”, que acumulou inicialmente o cargo com a presidência da DIAMANG.

Na entrevista, Makenda Ambroise sublinhou as diferenças entre as duas fases. Se a DIAMANG atingiu picos de produção superiores a 2 milhões de quilates em 1972, grande parte dos lucros era expatriada e o Estado tinha controlo limitado. Já com a Endiama, os diamantes passaram a património estratégico nacional, permitindo a participação directa do Estado na gestão das receitas, a criação de empresas participadas e o reinvestimento em infra-estruturas, formação de quadros e desenvolvimento regional.

O cenário melhorou após o alcance da paz em 2002. Com projectos como Catoca, Lulo, Kaixepa, Chitotolo, Luele e Luminas, Angola alcançou em 2025 uma produção superior a 15,1 milhões de quilates e receitas de 1,81 mil milhões de dólares, ocupando o terceiro lugar mundial em volume de produção e vendas, atrás da Rússia e do Botswana.

Apesar de reconhecer o legado da DIAMANG na descoberta e industrialização do sector mineiro, Makenda Ambroise reforça que “a criação da Endiama representou e continua a representar a afirmação da soberania nacional sobre esses recursos estratégicos para o desenvolvimento sócio-económico de Angola e o bem-estar do povo”.

Hoje, a lei determina que a exploração industrial de diamantes em Angola só é permitida com participação da Endiama, através de joint ventures ou contratos de investimento mineiro aprovados pelo Estado. A excepção aplica-se apenas à exploração semi-industrial de pequena escala, onde a Endiama decide caso a caso sobre a sua participação.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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