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Lançamento da Conferência Internacional de Minas de Angola (AIMC 2026)

Governo 05-11-2026
ANGOLA REFORÇA DEFESA DO DIAMANTE NATURAL

A análise dos progressos alcançados pela indústria diamantífera desde a assinatura do Acordo de Luanda, bem como o reforço das estratégias de promoção e valorização do diamante natural, marcaram a reunião dos Países Africanos Produtores de Diamantes, realizada esta quinta-feira, 5 de Novembro, em Luanda.

O encontro contou com a participação do Secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor, em representação do ministro Diamantino Azevedo, e serviu para avaliar o estado de implementação dos compromissos assumidos no âmbito do acordo, firmado em 2025 para fortalecer a posição do diamante natural no mercado internacional.

Na ocasião, Jânio Corrêa Victor destacou os avanços registados na execução das acções previstas, com especial enfoque na preparação de uma campanha internacional destinada a reforçar o reconhecimento do valor económico, social e estratégico do diamante natural junto dos consumidores e mercados globais.

Os participantes analisaram igualmente a necessidade de aprofundar a diferenciação entre diamantes naturais e sintéticos, considerando que uma terminologia clara e adequada constitui um instrumento importante para a transparência do mercado e para a valorização do produto natural.

A reunião passou ainda em revista a evolução do mercado diamantífero internacional, tendo sido assinalados sinais positivos de recuperação das vendas em importantes centros consumidores, com destaque para a Índia e a China. Os participantes manifestaram igualmente a expectativa de uma maior dinamização da procura no mercado norte-americano.

Fonte: GTICI
Governo 04-11-2026
VALORIZAÇÃO DOS DIAMANTES AFRICANOS EXIGE MAIOR ENVOLVIMENTO DOS PRODUTORES

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu esta quarta-feira, 4 de Novembro, em Luanda, uma maior participação dos países africanos em toda a cadeia de valor dos diamantes, como condição para converter o potencial diamantífero do continente em industrialização, emprego qualificado e desenvolvimento económico. A posição foi expressa durante a cerimónia alusiva ao 20º aniversário da Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (ADPA).

Na sua intervenção, o governante afirmou que o verdadeiro valor dos diamantes não deve ser avaliado apenas pelo volume de produção ou pelas receitas de exportação, mas também pela capacidade de gerar oportunidades económicas, conhecimento, emprego qualificado e melhores condições de vida para as populações.

Diamantino Azevedo recordou que a criação da ADPA, a 4 de Novembro de 2006, resultou de uma visão estratégica assente na concertação entre os países produtores, na partilha de experiências e na defesa dos interesses africanos no mercado internacional. Destacou igualmente a inauguração da sede permanente da organização, em Luanda, em Fevereiro de 2025, como um marco importante para a sua consolidação institucional.

Referindo-se aos desafios que actualmente se colocam ao sector, nomeadamente a volatilidade dos preços, o crescimento dos diamantes sintéticos e as crescentes exigências em matéria de rastreabilidade, transparência e competitividade, o Ministro defendeu o reforço da presença africana em todas as etapas da cadeia produtiva, da extracção à lapidação, ao polimento e à joalharia.

«O futuro da indústria diamantífera africana dependerá, em grande medida, da nossa capacidade de trabalhar em conjunto, antecipar as mudanças do mercado, investir nas pessoas e nas tecnologias e garantir que uma parcela crescente do valor gerado pelos nossos recursos permaneça nas nossas economias», afirmou.

O titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás sublinhou ainda a necessidade de assegurar uma exploração responsável dos recursos minerais, baseada no respeito pelo ambiente, pelas comunidades e pelas gerações futuras, considerando a sustentabilidade e a transparência factores essenciais para a credibilidade da indústria diamantífera africana.

No plano institucional, defendeu o reforço da capacidade operacional e financeira da ADPA, a participação efectiva dos Estados-Membros, a formação de quadros especializados e o aprofundamento das parcerias regionais e internacionais. Segundo referiu, a experiência acumulada pela organização deve traduzir-se em iniciativas concretas e resultados tangíveis para os seus membros, tendo reafirmado o compromisso de Angola em continuar a apoiar a Associação.

Por fim, considerou a admissão do Botswana na ADPA como um passo relevante para o fortalecimento da cooperação e da concertação entre os países africanos produtores de diamantes, contribuindo para uma representação mais ampla e robusta da organização no continente.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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