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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 20-08-2026
REFINAÇÃO PETROLÍFERA REGISTA PROGRESSOS

A evolução dos projectos estruturantes de refinação de petróleo em Angola, foi apresentada, a 14 de Agosto, no XIII Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em Malanje, pelo Presidente da Comissão Executiva da Unidade de Negócios de Refinação e Petroquímica da Sonangol (SONAREF), Joaquim Kiteculo.

Refinaria de Cabinda já em produção

De acordo com o responsável, a Refinaria de Cabinda, que entrou em produção em Março de 2026, opera actualmente com processamento de 15.750 barris por dia. Entre Março e Julho, a unidade registou produção e expedição acumulada para o mercado interno.

O Sistema Offshore de Importação e Exportação, que vai permitir a exportação directa de produtos refinados, encontra-se com 61,2% de execução física, com 100% das actividades de Engenharia e Aprovisionamento concluídas. Está em curso o transporte de 3,2 km de 4 tubulações (3 de 16 e 1 de 10) até 12 km da costa e o fabrico de mais 7,2 km. No que respeita à Fase 2, foi concluída a Engenharia Conceptual das Unidades UOP e a Engenharia dos Edifícios, estando em curso o Progress Review do FEED com 60% de execução. A conclusão da engenharia está prevista para Novembro de 2026.

Para o segundo semestre de 2026, o foco tem sido a consolidação do arranque operacional, aumentar a média de processamento diário, concluir 60% do FEED da Fase 2, alcançar a Completação Mecânica do Sistema de Importação e Exportação e iniciar as operações de exportação de refinados.

Refinaria do Lobito com 25% de execução global

Relativamente à Refinaria do Lobito, com capacidade projectada de 200 mil barris por dia e índice de complexidade Nelson de 9,4 (CDU + VDU + Hidrocraqueamento), a execução global situa-se em 25%. A fase de Pré-EPC está a 95% e a primeira fase do EPC a 69%, enquanto o EPC da Fase 2A se encontra por iniciar. O projecto conta actualmente com 3.131 colaboradores e uma execução financeira de 39% sobre um investimento total de 3,8 mil milhões de dólares.

A refinaria produzirá 51% de gasóleo (cerca de 105 mil barris/dia), 22% de gasolina (cerca de 46 mil barris/dia), 21% de fuel oil, 3% de GPL, 2% de Jet A1 (cerca de 3 mil barris/dia) e enxofre granulado (60 TMD), com especificação EURO V e IMO. As tecnologias licenciadas são da KBR, Honeywell UOP, Worley e Shell Global Solutions. Foram assinalados como principais constrangimentos deficiências operacionais do empreiteiro na engenharia, aprovisionamento e construção, bem como a indisponibilidade para assinatura da Adenda da Fase 2A.

Biorrefinaria Phoenix e transição energética

Foi ainda apresentada a evolução da Biorrefinaria Phoenix, que posiciona o sector na produção de biocombustíveis sustentáveis e de combustível sustentável de aviação (SAF), em linha com a estratégia de transição energética e de cumprimento de padrões ambientais internacionais.

NOTA: a complexidade Nelson de 9,4 refere-se ao Índice de Complexidade Nelson (Nelson Complexity Index - NCI), um indicador internacional que mede o grau de sofisticação de uma refinaria de petróleo. Quanto maior o índice, maior a capacidade da refinaria para transformar frações pesadas de petróleo em produtos de maior valor, como gasolina, gasóleo e combustível de aviação.

Fonte: GTICI
Governo 19-08-2026
AMUFERT APRESENTA AVANÇOS NA FÁBRICA DE FERTILIZANTES

A AMUFERT S.A., empresa participada pela Sonangol e pelo Grupo OPAIA, apresentou, a 14 de Agosto, os mais recentes avanços do projecto de construção da futura fábrica de amónia e ureia de Angola. Com um investimento estimado em USD 2,6 mil milhões, a unidade industrial terá capacidade para produzir 2.300 toneladas por dia de amónia e 4.000 toneladas por dia de ureia, contribuindo para a valorização do gás natural nacional e para o fortalecimento da produção agrícola do país.

Durante a XIII Reunião do Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), realizada em Malanje, Wilson Saituma, Assessor do PCA da AMUFERT, informou que, até 31 de Julho de 2026, o projecto registou um desembolso de aproximadamente USD 477 milhões, equivalente a cerca de 25% do investimento total previsto. Para o final de 2026, está projectado um desembolso acumulado de cerca de USD 1,8 mil milhões.

Os trabalhos de construção prosseguem de forma consistente, com a conclusão de actividades de preparação do terreno, fundações, infra-estruturas de suporte e recepção dos primeiros equipamentos industriais. Em paralelo, decorrem trabalhos avançados de engenharia, aquisição de materiais e preparação para a fase de montagem dos principais sistemas da fábrica.

Também se registam progressos nas infra-estruturas auxiliares, incluindo a implementação de medidas ambientais, processos de licenciamento e construção de instalações de apoio ao projecto. Na componente financeira, destaca-se o acordo de financiamento com o Afreximbank, avaliado em USD 1,45 mil milhões, encontrando-se em curso a formalização da documentação necessária para o fecho financeiro da operação.

A fabricação dos equipamentos críticos para as unidades de amónia e ureia encontra-se igualmente em fase avançada, reforçando a confiança no cumprimento do cronograma estabelecido para a entrada em operação da futura unidade industrial.

Fonte: GTICI
Governo 18-08-2026
MPOPO GOLD REFORÇA APOSTA NA PRODUÇÃO DE OURO

A empresa MPOPO Gold apresentou os avanços alcançados no âmbito do seu projecto aurífero, destacando o papel estratégico da produção de ouro para o crescimento económico, a diversificação da economia angolana e o reforço da soberania nacional.

Constituída em Fevereiro de 2020, a empresa detém licenças de prospecção numa área de 1.930,24 km² e de exploração em 80 km². Com capacidade instalada de processamento de 100 toneladas por hora, tem registado avanços na exploração mineira, contribuindo para a criação de emprego, formação de quadros nacionais e redução do garimpo ilegal nas suas áreas de actuação.

Durante a XIII Reunião do Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), Adalgisa Adolfo, do Departamento Técnico de Geologia da MPOPO Gold, destacou os resultados alcançados nas actividades de prospecção, pesquisa e exploração mineira nas províncias da Huíla e do Cunene. A responsável informou que os estudos geológicos permitiram identificar alvos de exploração com elevado potencial mineral, reforçando as perspectivas de crescimento da produção.

Apesar dos resultados alcançados, a MPOPO Gold continua a enfrentar desafios operacionais, entre os quais a necessidade de concluir a segunda fase da planta industrial, o impacto das chuvas, a acumulação de água nas frentes de lavra, o garimpo ilegal e constrangimentos logísticos.

Para responder a estes desafios, a empresa apresentou um plano estratégico para 2027-2028, assente na conclusão da segunda fase da planta, actualização do modelo geológico, reforço do plano de lavra, combate ao garimpo ilegal e implementação de medidas de recuperação produtiva.

Entre as metas definidas constam o aumento da recuperação metalúrgica para níveis entre 65% e 80% e uma produção anual estimada entre 150 e 200 quilogramas de ouro.

Na ocasião, Adalgisa Adolfo salientou que o desenvolvimento sustentável do sector aurífero constitui uma oportunidade estratégica para transformar o potencial geológico nacional em riqueza e crescimento económico."A MPOPO Gold não é apenas uma mina, é uma demonstração de que Angola pode transformar potencial geológico em soberania económica", afirmou.

A MPOPO Gold é uma empresa angolana dedicada à pesquisa, prospecção e exploração de ouro, com operações nas províncias da Huíla e do Cunene, destacando-se pela valorização dos recursos minerais e pelo desenvolvimento sustentável da actividade mineira no país.

Fonte: GTICI
Governo 18-08-2026
ANGOLA PREPARA ENTRADA EM OPERAÇÃO DA PRIMEIRA REFINARIA DE OURO

A primeira Refinaria de Ouro de Angola, construída de raiz e financiada pela Endiama, deverá entrar em funcionamento, no final do 2026, permitindo ao país refinar, certificar e comercializar ouro em território nacional, reforçando a soberania sobre os recursos auríferos e agregando valor à produção nacional. Localizada no Pólo Industrial de Viana, em Luanda, a infra-estrutura ocupa uma área de 3.789,95 metros quadrados, terá capacidade para processar até 25 quilogramas de ouro por dia e integra uma refinaria, um laboratório e a primeira contrastaria pública do país.

A informação foi apresentada por Kimba Baptista durante a XIII Reunião do Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), realizada nos dias 13 e 14 de Agosto de 2026, sob o tema“Refinaria de Ouro em Angola: Da extracção ao metal certificado, construir uma indústria nacional de valor”.

O projecto surge num contexto de crescimento do mercado mundial do ouro, cuja oferta atingiu um recorde histórico de 5.002 toneladas em 2025. No mesmo período, África produziu cerca de 1.010 toneladas, correspondentes a aproximadamente 20% da produção mundial. Apesar deste desempenho, grande parte do ouro africano continua a ser refinada fora do continente, reduzindo o valor acrescentado captado pelos países produtores.

Com a entrada em funcionamento da refinaria, Angola passará a controlar internamente todas as etapas da cadeia de valor do ouro, desde a prospecção e extracção até à refinação, ensaio, certificação e comercialização. Neste âmbito, a contrastaria terá a responsabilidade de verificar a pureza do ouro, prata e platina e emitir as marcas oficiais de garantia exigidas para a comercialização de metais preciosos, permitindo ao país certificar soberanamente o seu próprio ouro.

Actualmente, o projecto encontra-se na fase de comissionamento e capacitação técnica, incluindo testes aos equipamentos e formação de quadros nacionais nas áreas de ensaio, fundição, afinação e certificação. A conclusão desta fase está prevista para Setembro de 2026.

Os dados apresentados indicam que, entre 2019 e 2025, foram ensaiados 346,63 quilogramas de ouro, equivalentes a mais de 10.781 onças finas, com uma pureza média de 93,2%. Angola conta actualmente com 49 projectos de prospecção aurífera em curso e quatro projectos em fase de produção, com investimentos superiores a 120 milhões de dólares.

Após o início das operações, a refinaria pretende obter certificações internacionais nas áreas da qualidade, ambiente, segurança e competência laboratorial, incluindo as normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, ISO 11426 e ISO 17025, bem como acreditações junto de entidades de referência mundial, como a London Bullion Market Association (LBMA).

Fonte: GTICI
Governo 18-08-2026
BLOCO 0 REGISTA NOVA DESCOBERTA DE PETRÓLEO E GÁS

Uma nova descoberta de petróleo e gás condensado foi confirmada no poço de exploração 105-4X, localizado no Bloco 0, na porção marítima da Bacia do Baixo Congo. Os resultados preliminares indicam a existência de uma coluna de óleo e gás condensado com mais de 600 metros, além de cerca de 90 metros de espessura líquida produtiva (Net Pay) e excelentes propriedades petrofísicas, evidenciando potencial para viabilidade comercial.

A descoberta será agora submetida a avaliações técnicas e económicas para determinar as melhores opções de desenvolvimento. O plano prevê a ligação do novo recurso às infra-estruturas já existentes no Bloco 0, medida que poderá reduzir investimentos adicionais, acelerar a produção e permitir uma monetização mais rápida dos recursos identificados.

O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e pelo Grupo Empreiteiro do Bloco 0, operado pela Chevron, através de comunicado divulgado em Luanda, no dia 14 de Agosto de 2026.

Segundo o PCA da ANPG, Paulino Jerónimo, a descoberta reafirma o elevado potencial petrolífero da Bacia do Baixo Congo e evidencia a consistência da estratégia de exploração actualmente em curso. O dirigente considera que o resultado cria condições favoráveis para uma monetização célere dos recursos, com impactos positivos para a produção nacional, para os parceiros do bloco e para o Estado angolano.

Por sua vez, o Vice-Presidente de Exploração da Chevron, Kevin McLachlan, afirmou que a descoberta constitui um marco importante nos mais de 70 anos de presença da empresa em Angola. Segundo o responsável, a combinação entre exploração de elevado impacto e a utilização de infraestruturas já existentes permite expandir a base de recursos e reforça a confiança da empresa no potencial energético de Angola.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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