DERIVADOS DO PETRÓLEO: ACTIVIDADE COMERCIAL CRESCE NO III TRIMESTRE DE 2026
A actividade comercial do sub-sector dos derivados do petróleo registou um desempenho positivo no terceiro trimestre de 2026, com crescimento das aquisições e vendas de combustíveis líquidos, aumento das vendas de gás de petróleo liquefeito (GPL), expansão da produção nacional de garrafas de gás e reforço da capacidade de armazenagem.
Durante a apresentação do balanço trimestral, realizada esta quarta-feira, 28 de Outubro, em Luanda, o Director-Geral Adjunto do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), António Feijó, informou que as aquisições de combustíveis líquidos para comercialização cresceram 8%, atingindo 1.174.934 toneladas métricas. O gasóleo representou 48,1% do volume total adquirido, seguido da gasolina, com 30,1%.
Segundo o responsável, 74% dos produtos comercializados tiveram origem em importações, 24,5% foram fornecidos pela Refinaria de Luanda e 1,5% pelo Topping de Cabinda, tendo as importações representado um dispêndio de cerca de USD 1,08 mil milhões. As vendas de combustíveis líquidos nos segmentos de retalho, consumo e bunkering totalizaram 1.177.330 toneladas métricas, mais 5% do que no trimestre anterior. A Sonangol Distribuição e Comercialização manteve a liderança do mercado com uma quota de 65%.
No segmento do GPL, foram introduzidas no mercado interno 148.947 toneladas métricas. António Feijó explicou que o recurso às importações, responsáveis por 33,9% do aprovisionamento, permitiu assegurar o abastecimento durante a paragem programada da fábrica Angola LNG para trabalhos de manutenção. O destaque do período foi o aumento da capacidade nacional de armazenagem de GPL para 113.727 toneladas métricas, resultado da entrada em operação das infra-estruturas associadas ao Terminal Oceânico da Barra do Dande.
As vendas de GPL cresceram 11%, atingindo 157.641 toneladas métricas. A Sonangol Gás e Energias Renováveis liderou este mercado com uma quota de 78,3%. O balanço destaca ainda o crescimento de 60% da produção nacional de garrafas de GPL, que alcançou 27.336 unidades.
Luanda permaneceu como o principal centro de consumo de GPL, concentrando 57,7% do total nacional, seguida de Benguela, Icolo e Bengo, Huíla e Huambo, que em conjunto representaram cerca de 82% do consumo do país. No segmento dos lubrificantes, foram comercializadas 9.153,47 toneladas métricas, menos 2% face ao trimestre anterior. A Chinangol liderou as vendas, com uma quota de mercado de 11,7%.