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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 27-08-2026
ANGOLA E RDC AVANÇAM NA EXPLORAÇÃO PETROLÍFERA CONJUNTA

Angola e a República Democrática do Congo (RDC) poderão iniciar, dentro de três a quatro anos, a exploração conjunta de petróleo na Zona de Interesse Comum (ZIC), anunciou, a 26 de Agosto, em Kinshasa, o Presidente da República, João Lourenço, durante uma conferência de imprensa conjunta com o homólogo congolês, Félix Tshisekedi.

Segundo o Presidente Lourenço, os principais aspetos do projecto, incluindo a gestão conjunta e a partilha da produção, já foram negociados. O início da exploração depende agora da criação das condições técnicas e financeiras necessárias para a sua execução.

O governante angolano recordou que o acordo para a exploração conjunta de petróleo remonta a 2003, mas salientou que foi a partir de 2023, que os dois países retomaram medidas concretas para transformar o entendimento em realidade.

João Lourenço revelou ainda que a Sonangol e empresas congolesas do setor petrolífero estão próximas de concluir um negócio para a comercialização de combustíveis refinados produzidos em Angola, nomeadamente gasolina e gasóleo.

A nova dinâmica de cooperação ocorre num contexto de fortes laços históricos e culturais entre os dois países, que partilham uma fronteira de cerca de 2.511 quilómetros e têm vindo a reforçar as relações nos domínios da defesa e segurança, energia, transportes e comércio. De recordar que o acordo de implementação para a exploração conjunta de hidrocarbonetos na ZIC foi assinado a 22 de Julho de 2026, em Luanda.

Fonte: GTICI
Governo 25-08-2026
EMPRESAS DO SECTOR INVESTEM EM MAIS DE MIL PROJECTOS SOCIAIS

Mais de mil projectos de responsabilidade social foram concluídos em Angola pelas empresas dos sectores dos recursos minerais, petróleo e gás entre 2017 e 2025, num esforço contínuo de promoção do desenvolvimento sustentável e de reforço do bem-estar das comunidades. Os investimentos realizados neste período ultrapassaram os USD 666 milhões, abrangendo iniciativas nas áreas da saúde, educação, inclusão social, desenvolvimento económico e social, desporto, cultura e ambiente.

Entre 2017 e 2022, foram concluídos 689 projectos sociais, correspondentes a um investimento global de USD 286,8 milhões. No período de 2023 a 2025, foram concluídos mais 352 projectos, com investimentos superiores a USD 380 milhões, reflectindo o fortalecimento do compromisso das empresas com o desenvolvimento das comunidades.

Os resultados foram apresentados por Pedro Canga, do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), durante a XIII Reunião do Conselho Consultivo do Ministério, realizada a 14 de Agosto do corrente ano, na província de Malanje.

O responsável referiu que, para o Sector, "os projectos sociais representam mais do que investimentos financeiros. Constituem um contributo directo para a dignidade, o bem-estar e o futuro das comunidades angolanas, reflectindo o compromisso das empresas com o desenvolvimento sustentável e a valorização do capital humano".

Saúde

No sector da saúde, os investimentos contribuíram para a melhoria das infra-estruturas e dos serviços de assistência médica em várias regiões do país. Entre os projectos de maior impacto destacam-se a revitalização da Maternidade Irene Neto, na província da Huíla, com um investimento avaliado em USD 12 milhões, e a reabilitação e o apetrechamento da Maternidade 1.º de Maio, em Cabinda, orçados em USD 7,53 milhões.

Durante o período da pandemia da COVID-19, foram igualmente implementadas acções destinadas ao reforço da capacidade hospitalar nacional, com destaque para a instalação de fábricas de oxigénio medicinal e a criação de novas infra-estruturas de apoio sanitário.

Educação e Inclusão Social

No domínio da educação, os investimentos permitiram a construção, reabilitação e o apetrechamento de estabelecimentos de ensino, bem como o reforço da rede de ensino superior.

Entre os projectos estruturantes figuram a construção do Campus da Universidade Lueji A'Nkonde, no Dundo, avaliada em mais de USD 69 milhões, e a do Instituto Politécnico de Saurimo, na província da Lunda-Sul, com um investimento de cerca de USD 45,9 milhões. Estas infra-estruturas representam um importante contributo para a formação de quadros e para o desenvolvimento do conhecimento científico nas regiões onde se encontram inseridas.

A inclusão social constituiu igualmente uma das áreas prioritárias dos investimentos realizados. Neste âmbito, o Internato Feminino Santa Isabel, localizado na província do Moxico, passou a assegurar escolaridade, formação profissional e aprendizagem de artes e ofícios para cerca de 70 raparigas por ciclo académico.

Em Malanje, a construção e o apetrechamento do Lar de Idosos da Maxinde permitiram criar melhores condições de assistência e habitabilidade para mais de 70 utentes, contribuindo para a promoção da dignidade e da protecção social dos grupos mais vulneráveis.

Desenvolvimento Comunitário e Desporto

No que respeita ao desenvolvimento comunitário, foram implementados diversos projectos destinados ao fortalecimento das infra-estruturas sociais e económicas locais. Entre as iniciativas de referência destaca-se a construção da nova fábrica de leite de soja em Saurimo, concebida para apoiar programas de merenda escolar e reforçar a segurança alimentar das comunidades beneficiárias.

O desporto e a juventude também registaram ganhos significativos com a implementação de programas voltados para o desenvolvimento de competências e para a inclusão social. Neste contexto, destaca-se o programa Jr. NBA Angola, apoiado pela ExxonMobil, que promove a formação de jovens na modalidade de basquetebol, o desenvolvimento de competências para a vida e o incentivo ao estudo das disciplinas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

Fonte: GTICI
Governo 20-08-2026
REFINAÇÃO PETROLÍFERA REGISTA PROGRESSOS

A evolução dos projectos estruturantes de refinação de petróleo em Angola, foi apresentada, a 14 de Agosto, no XIII Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, em Malanje, pelo Presidente da Comissão Executiva da Unidade de Negócios de Refinação e Petroquímica da Sonangol (SONAREF), Joaquim Kiteculo.

Refinaria de Cabinda já em produção

De acordo com o responsável, a Refinaria de Cabinda, que entrou em produção em Março de 2026, opera actualmente com processamento de 15.750 barris por dia. Entre Março e Julho, a unidade registou produção e expedição acumulada para o mercado interno.

O Sistema Offshore de Importação e Exportação, que vai permitir a exportação directa de produtos refinados, encontra-se com 61,2% de execução física, com 100% das actividades de Engenharia e Aprovisionamento concluídas. Está em curso o transporte de 3,2 km de 4 tubulações (3 de 16 e 1 de 10) até 12 km da costa e o fabrico de mais 7,2 km. No que respeita à Fase 2, foi concluída a Engenharia Conceptual das Unidades UOP e a Engenharia dos Edifícios, estando em curso o Progress Review do FEED com 60% de execução. A conclusão da engenharia está prevista para Novembro de 2026.

Para o segundo semestre de 2026, o foco tem sido a consolidação do arranque operacional, aumentar a média de processamento diário, concluir 60% do FEED da Fase 2, alcançar a Completação Mecânica do Sistema de Importação e Exportação e iniciar as operações de exportação de refinados.

Refinaria do Lobito com 25% de execução global

Relativamente à Refinaria do Lobito, com capacidade projectada de 200 mil barris por dia e índice de complexidade Nelson de 9,4 (CDU + VDU + Hidrocraqueamento), a execução global situa-se em 25%. A fase de Pré-EPC está a 95% e a primeira fase do EPC a 69%, enquanto o EPC da Fase 2A se encontra por iniciar. O projecto conta actualmente com 3.131 colaboradores e uma execução financeira de 39% sobre um investimento total de 3,8 mil milhões de dólares.

A refinaria produzirá 51% de gasóleo (cerca de 105 mil barris/dia), 22% de gasolina (cerca de 46 mil barris/dia), 21% de fuel oil, 3% de GPL, 2% de Jet A1 (cerca de 3 mil barris/dia) e enxofre granulado (60 TMD), com especificação EURO V e IMO. As tecnologias licenciadas são da KBR, Honeywell UOP, Worley e Shell Global Solutions. Foram assinalados como principais constrangimentos deficiências operacionais do empreiteiro na engenharia, aprovisionamento e construção, bem como a indisponibilidade para assinatura da Adenda da Fase 2A.

Biorrefinaria Phoenix e transição energética

Foi ainda apresentada a evolução da Biorrefinaria Phoenix, que posiciona o sector na produção de biocombustíveis sustentáveis e de combustível sustentável de aviação (SAF), em linha com a estratégia de transição energética e de cumprimento de padrões ambientais internacionais.

NOTA: a complexidade Nelson de 9,4 refere-se ao Índice de Complexidade Nelson (Nelson Complexity Index - NCI), um indicador internacional que mede o grau de sofisticação de uma refinaria de petróleo. Quanto maior o índice, maior a capacidade da refinaria para transformar frações pesadas de petróleo em produtos de maior valor, como gasolina, gasóleo e combustível de aviação.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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