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Lançamento da Conferência Internacional de Minas de Angola (AIMC 2026)

Governo 04-11-2026
VALORIZAÇÃO DOS DIAMANTES AFRICANOS EXIGE MAIOR ENVOLVIMENTO DOS PRODUTORES

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu esta quarta-feira, 4 de Novembro, em Luanda, uma maior participação dos países africanos em toda a cadeia de valor dos diamantes, como condição para converter o potencial diamantífero do continente em industrialização, emprego qualificado e desenvolvimento económico. A posição foi expressa durante a cerimónia alusiva ao 20º aniversário da Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (ADPA).

Na sua intervenção, o governante afirmou que o verdadeiro valor dos diamantes não deve ser avaliado apenas pelo volume de produção ou pelas receitas de exportação, mas também pela capacidade de gerar oportunidades económicas, conhecimento, emprego qualificado e melhores condições de vida para as populações.

Diamantino Azevedo recordou que a criação da ADPA, a 4 de Novembro de 2006, resultou de uma visão estratégica assente na concertação entre os países produtores, na partilha de experiências e na defesa dos interesses africanos no mercado internacional. Destacou igualmente a inauguração da sede permanente da organização, em Luanda, em Fevereiro de 2025, como um marco importante para a sua consolidação institucional.

Referindo-se aos desafios que actualmente se colocam ao sector, nomeadamente a volatilidade dos preços, o crescimento dos diamantes sintéticos e as crescentes exigências em matéria de rastreabilidade, transparência e competitividade, o Ministro defendeu o reforço da presença africana em todas as etapas da cadeia produtiva, da extracção à lapidação, ao polimento e à joalharia.

«O futuro da indústria diamantífera africana dependerá, em grande medida, da nossa capacidade de trabalhar em conjunto, antecipar as mudanças do mercado, investir nas pessoas e nas tecnologias e garantir que uma parcela crescente do valor gerado pelos nossos recursos permaneça nas nossas economias», afirmou.

O titular da pasta dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás sublinhou ainda a necessidade de assegurar uma exploração responsável dos recursos minerais, baseada no respeito pelo ambiente, pelas comunidades e pelas gerações futuras, considerando a sustentabilidade e a transparência factores essenciais para a credibilidade da indústria diamantífera africana.

No plano institucional, defendeu o reforço da capacidade operacional e financeira da ADPA, a participação efectiva dos Estados-Membros, a formação de quadros especializados e o aprofundamento das parcerias regionais e internacionais. Segundo referiu, a experiência acumulada pela organização deve traduzir-se em iniciativas concretas e resultados tangíveis para os seus membros, tendo reafirmado o compromisso de Angola em continuar a apoiar a Associação.

Por fim, considerou a admissão do Botswana na ADPA como um passo relevante para o fortalecimento da cooperação e da concertação entre os países africanos produtores de diamantes, contribuindo para uma representação mais ampla e robusta da organização no continente.

Fonte: GTICI
Governo 04-11-2026
ANGOLA ACOLHE 13ª REUNIÃO MINISTERIAL DA ADPA

Angola acolheu, esta quarta-feira, 4 de Novembro, em Luanda, a 13ª Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (ADPA), que reúne ministros, representantes dos Estados-Membros e instituições parceiras. A cerimónia de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor, em representação do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo.

Na intervenção, o governante manifestou a honra de Angola em acolher o encontro, considerando-o uma oportunidade para reforçar a cooperação entre os países africanos, aprofundar o diálogo político e institucional e concertar posições sobre questões estratégicas para o futuro da indústria diamantífera africana. Jânio Victor salientou que África ocupa uma posição de referência na indústria mundial de diamantes, pelas suas reservas, potencial de produção e papel no abastecimento dos mercados internacionais, mas sublinhou os desafios que os países produtores enfrentam, relacionados com a valorização dos recursos, competitividade, transformação local, atracção de investimentos e desenvolvimento de competências.

"O futuro da indústria diamantífera africana não deverá depender exclusivamente da produção e exportação de diamantes em bruto, mas da nossa capacidade colectiva de participar de forma mais activa e competitiva na lapidação, transformação e comercialização", referiu.

O Secretário de Estado destacou igualmente a ADPA como plataforma estratégica de cooperação e coordenação de políticas, capaz de promover investimentos, intercâmbio de experiências e práticas responsáveis e sustentáveis, incluindo transparência, rastreabilidade e boa governação. Para Angola, afirmou que os recursos diamantíferos devem constituir um instrumento de transformação económica, diversificação, criação de emprego e melhoria das condições de vida das populações, assente numa indústria moderna, competitiva, transparente e socialmente responsável.

Por sua vez, o antigo presidente da ADPA, Doto Mashaka Biteko, actual Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Energia da República Unida da Tanzânia, defendeu a unidade africana em torno de uma voz e agenda comum para garantir que a exploração dos recursos se traduza em benefícios concretos para as populações.

A reunião decorre no quadro das celebrações dos 20 anos da ADPA, organização intergovernamental fundada em 2006, e visa reforçar a cooperação e a solidariedade entre os países africanos produtores de diamantes.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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