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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 29-07-2026
MERCADO DOS DERIVADOS DO PETRÓLEO REGISTA CRESCIMENTO NO 2.º TRIMESTRE DE 2026

O Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) registou um desempenho positivo no mercado, durante o segundo trimestre de 2026, evidenciado pelo crescimento das vendas de combustíveis líquidos, GPL e betume asfáltico, bem como pelo reforço das actividades de licenciamento, fiscalização e acompanhamento do sector.

De acordo com os dados apresentados pelo Director-Geral do IRDP, esta quarta-feira, 29 de Julho, durante a reunião de balanço das actividades do subsector dos derivados do petróleo, no segmento dos combustíveis líquidos foram adquiridas para comercialização 1.083.082 toneladas métricas, representando um crescimento de 6% face ao trimestre anterior. “O volume global de vendas atingiu 1.121.042 toneladas métricas, com a Sonangol Distribuição e Comercialização a liderar o mercado, detendo uma quota de 63,5%”, destacou o responsável.

Luís Fernandes salientou igualmente que o mercado de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) apresentou um desempenho positivo, com a introdução de 159.036 toneladas métricas no mercado interno e vendas de 141.573 toneladas métricas, o que representa um crescimento de 14% em comparação com o período anterior. A Sonangol Gás e Energias Renováveis liderou o segmento com uma quota de mercado de 77,2%, enquanto Luanda manteve-se como a província com maior consumo de GPL, representando 55,2% do total nacional.

No segmento dos lubrificantes, foram comercializadas cerca de 8.913 toneladas métricas, das quais 83% tiveram origem em importações e 17% em produção nacional.

No âmbito das suas atribuições regulatórias, o dirigente informou que o IRDP emitiu 100 licenças, das quais 40 correspondem a novas emissões e 60 a renovações, além de quatro credenciais. No mesmo período, foram realizadas 51 acções de fiscalização e 254 actos de vistoria em diferentes actividades do sector. No decurso do período em análise, o Instituto recebeu igualmente três denúncias através dos seus canais de comunicação, reforçando o compromisso com a supervisão, a transparência e o cumprimento das normas que regem o mercado dos derivados do petróleo.

Em matéria de desenvolvimento institucional, o IRDP promoveu acções de capacitação e transferência de competências nas províncias de Luanda, Bié e Huambo, bem como encontros de auscultação com operadores do sector, com vista ao reforço da eficiência dos processos de licenciamento e à melhoria contínua dos serviços prestados.

Fonte: GTICI
Governo 29-07-2026
RELATÓRIO DO SEP DESTACA PESO DAS INDÚSTRIAS EXTRACTIVAS

As indústrias extractivas, onde se inserem os sectores dos recursos minerais, petróleo e gás, mantiveram em 2025, a liderança do Sector Empresarial Público (SEP), concentrando a maior parcela dos activos, passivos, capitais próprios, resultados líquidos e rentabilidade das empresas públicas angolanas, segundo o Relatório Agregado do Sector Empresarial Público 2025, elaborado pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE).

De acordo com o documento, o universo analisado compreendeu 86 empresas, das quais 82 activas e quatro paralisadas, abrangendo empresas públicas, participações minoritárias e entidades sob domínio público.

O relatório revela que o SEP registou, em 2025, um activo agregado de 47,86 biliões de kwanzas, um crescimento de 21% face aos 39,58 biliões de kwanzas observados em 2024. O capital próprio agregado ascendeu a 17,86 biliões de kwanzas, enquanto o resultado líquido consolidado atingiu 949 mil milhões de kwanzas, mais 20% que no exercício anterior.

Extractivas dominam activos e capitais próprios

O sector das indústrias extractivas respondeu por 67,8% dos activos totais do SEP, equivalentes a 30,5 biliões de kwanzas, consolidando-se como o principal pilar patrimonial das empresas públicas angolanas.

No que respeita aos passivos, as extractivas concentraram 71% do total, correspondentes a 19,96 biliões de kwanzas. Em termos de capital próprio, representaram 62,5% do montante global, atingindo 10,55 biliões de kwanzas.

A importância estratégica do sector ficou igualmente patente nos resultados líquidos, com as empresas extractivas a alcançarem 891,6 mil milhões de kwanzas, valor que corresponde a cerca de 94% dos lucros agregados do SEP.

Rentabilidade acima da média

Segundo o relatório, as indústrias extractivas apresentaram um Retorno sobre os Capitais Próprios (ROE) de 8,5% e um Retorno sobre os Activos (ROA) de 2,9%, posicionando-se entre os sectores mais rentáveis da economia empresarial pública.

Embora o sector de informação e comunicação tenha registado os melhores indicadores relativos de rentabilidade, as extractivas destacaram-se pelo peso absoluto dos resultados e pela sua capacidade de geração de valor para o Estado.

Sonangol, Endiama e Sodiam entre os maiores grupos empresariais

A Sonangol manteve a liderança destacada entre as empresas públicas, apresentando activos avaliados em 30,06 biliões de kwanzas, capitais próprios de 10,36 biliões de kwanzas e um resultado líquido de 862,4 mil milhões de kwanzas, o maior do universo empresarial analisado.

No subsector mineiro, a Endiama integrou o grupo das dez empresas com maiores activos e resultados líquidos, enquanto a Sodiam figurou entre as empresas com maiores capitais próprios e lucros do SEP.

Contribuição para a economia nacional

O volume de negócios agregado do Sector Empresarial Público alcançou 12,96 biliões de kwanzas, representando 10,1% do Produto Interno Bruto (PIB) angolano em 2025. O desempenho ocorreu num contexto de crescimento económico nacional estimado em 3,8%, de acordo com os dados macroeconómicos utilizados no relatório.

No domínio laboral, as indústrias extractivas absorveram 12,2% da força de trabalho do SEP, ficando atrás dos sectores dos transportes e armazenagem, informação e comunicação e electricidade.

Dividendos reforçam receitas do Estado

O relatório assinala ainda que os dividendos propostos ao Estado em 2025 atingiram 168,4 mil milhões de kwanzas, dos quais a maior contribuição teve origem na Sonangol, responsável por 91,2 mil milhões de kwanzas. Também figuram entre os principais contribuintes a Unitel, a ENSA e outras participações estatais relevantes.

Principais indicadores do sector extractivo no SEP (2025):

• Activos: 30,5 biliões Kz (67,8% do total);
• Passivos: 19,96 biliões Kz (71% do total) ;
• Capital próprio: 10,55 biliões Kz (62,5% do total);
• Resultado líquido: 891,6 mil milhões Kz;
• ROE: 8,5%;
• ROA: 2,9%;
• Sonangol: 862,4 mil milhões Kz de lucro líquido, maior empresa do SEP.

Fonte: Relatório Agregado do Sector Empresarial Público (SEP) 2025, publicado pelo IGAPE.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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