OZANGO MINERAIS ANUNCIA NOVOS ELEMENTOS DE TERRAS RARAS
O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, visitou esta quinta-feira, 3 de Setembro, o projecto da Ozango Minerais, em Longonjo, Huambo, onde foi anunciado o potencial de recuperação de Disprósio (Dy) e Térbio (Tb), além do Praseodímio (Pr) e Neodímio (Nd) já identificados desde o início da prospecção.
Recebido pela população local e acompanhado pelo governador Pereira Alfredo, o ministro reuniu-se com a administração de Longonjo para ouvir preocupações das comunidades cujas lavras se encontram na área de concessão. No empreendimento, foi informado que a implementação está em 25%, com avanços na construção da bacia de rejeitados e na definição técnica da planta de beneficiamento.
O PCA da Ozango Minerais, Alcídio José, explicou que a planta será modular para permitir futuras ampliações e que alguns componentes já estão em produção. “Temos expectativa de entrar em comissionamento em Outubro de 2027 e iniciar operações em 2028. A mobilização de investimentos criou algum atraso, mas seguimos firmes,” afirmou. Acrescentou que cerca de 150 camponeses foram indemnizados e que a empresa conta actualmente com 98 colaboradores, prevendo contratar mais 38 ainda este ano.
Apesar do atraso que remete a inauguração para 2028, o ministro elogiou os avanços verificados, sobretudo a descoberta de dois novos elementos de terras raras.
OBS: O projecto assenta numa formação geológica de carbonatito intemperizado, contendo monazite e bastnasita. Com reservas estimadas em 21,54 milhões de toneladas, apresenta um teor de 3,04% de óxidos de Terras Raras, correspondentes a 654.965 toneladas, incluindo 130,457 mil toneladas de NdPr e 2.920 toneladas de Tb e Dy.
Considerando apenas as reservas provadas, a exploração poderá prolongar-se por mais de 20 anos, através de uma operação a céu aberto, com cava livre. O projecto dispõe do Título de Exploração n.º 298/05/01/T.E/ANG-MIREMPET/2020, do Código n.º 031/07/51/0/2020 e do CRIPM n.º 1/GMGM/2016. Na estrutura accionista, a Pensana PLC detém 67,6%, o Fundo Soberano de Angola 26,7% e os accionistas minoritários 5,7%.