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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 10-09-2026
ANPG, EXXONMOBIL E PARCEIROS REALIZAM NOVA DESCOBERTA NO BLOCO 15

O anúncio foi feito pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, a 9 de Setembro, na abertura oficial da Conferência Angola Oil & Gas 2026. De acordo com o governante, a descoberta da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis de Angola, ANPG, da ExxonMobil Angola e dos parceiros do Bloco 15, foi no poço de exploração Vicango Este-01, na zona offshore de Angola.

Situado a cerca de 370 km a Noroeste da costa de Luanda, o poço foi perfurado a 940 metros de profundidade pelo navio de perfuração Valaris DS-9. Foram encontrados cerca de 25 metros de arenito de alta qualidade, com 22% de porosidade, contendo hidrocarbonetos. Esta é a terceira descoberta no Bloco 15 em quatro anos, após a Bavuca South-1 em 2022 e a Likembe-01 em 2024.

Durante um diálogo de liderança executiva, o Presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, afirmou que o resultado decorreu de ajustamentos ao quadro jurídico, nomeadamente do Decreto n.º 8/24 sobre a produção incremental e do Decreto n.º 5/18, que permite a exploração dentro e nas imediações das áreas de desenvolvimento existentes.

Na ocasião, o Presidente e Diretor-Geral da ExxonMobil Angola, Brian Unietis, explicou que o Vicango East é o primeiro de dois poços de exploração orientados para as infraestruturas que a ExxonMobil planeou para o bloco este ano, estando o segundo agendado para os próximos meses. A operadora está a realizar um levantamento sísmico 4D em todo o bloco pela primeira vez em sete anos, a preparar a ligação submarina de Likembe para a primeira produção de petróleo em 2028 e a realizar trabalhos de prolongamento da vida útil das unidades de produção flutuantes Saxi e Mondo. "Em última análise, vamosi investir onde os dados comprovem a existência de um recurso significativo, onde haja confiança na eficiência da execução e onde seja possível criar valor tanto para o país, como para os parceiros e para os accionistas, afirmou.

Em 30 anos, esta é a vigésima descoberta no Bloco 15, cujo registo aponta para mais de 2,7 mil milhões de barris produzidos ao longo deste período.

Fonte: GTICI
Governo 10-09-2026
ÁGUAS PROFUNDAS: ANPG FORMALIZA NOVOS ACORDOS

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) formalizou, a 9 de Setembro, na Conferência Angola Oil & Gas 2026, uma série de acordos com empresas petrolíferas internacionais para impulsionar a exploração nas bacias do Kwanza e do Congo.

O primeiro contrato, de Serviços de Risco, abrange os Blocos 19, 34 e 35 em águas profundas, com a Shell, a Equinor e a Sonangol E&P. O documento estabelece condições para exploração, avaliação, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos, prevendo um período inicial de exploração de até cinco anos e produção de 30 anos por cada descoberta comercial.

Os compromissos incluem o reprocessamento de dados sísmicos e a perfuração de, pelo menos, um poço de exploração, em seguimento ao pacto de Novembro de 2025, que cobre 17 blocos em águas profundas e ultraprofundas nas bacias do Kwanza e do Congo.

Na Bacia do Kwanza, a ANPG assinou um Acordo de Princípios com a Shell, a QatarEnergy e a Sonangol para os Blocos 8 e 22. O acordo define o quadro para exploração, avaliação, desenvolvimento e produção, incluindo compromissos mínimos de trabalho, períodos de exploração, bónus, contribuições, sanções e condições fiscais e contratuais.

Na Bacia do Congo, foi assinado um Contrato de Serviços de Risco, para o Bloco 33/24 com a Chevron, a Shell e a Sonangol. O programa prevê cinco anos de exploração, 30 anos de produção e o reprocessamento de 2.000 km² de dados sísmicos 3D, seguido da perfuração de, pelo menos, um poço de exploração.

Ainda na mesma bacia, a ANPG e a TotalEnergies, enquanto operadora, em parceria com a ExxonMobil e a Sonangol, firmaram Contratos de Serviços de Risco para os Blocos 17, 27, 32 e 21. Foi igualmente assinado um acordo específico para o Bloco 32, visando a prorrogação da operação existente e novos investimentos.No domínio ambiental, a ANPG e a TotalEnergies celebraram um Memorando de Entendimento para redução de emissões na produção de petróleo e gás, melhoria da medição de metano e valorização das emissões.

O documento prevê partilha de experiência técnica, avaliação de tecnologias como os drones AUSEA da TotalEnergies, já utilizados em 2022 no Bloco 3, desenvolvimento de competências nacionais e análise de fundos climáticos internacionais. A iniciativa segue-se à adesão da Sonangol e da TotalEnergies à Carta de Descarbonização do Petróleo e do Gás em 2023, e à adesão da Sonangol à Parceria para o Metano do Petróleo e do Gás 2.0.

Por fim, a ANPG, o Governo Provincial do Moxico, a Chevron e o Instituto Nacional de Gestão Ambiental (INGA) definiram condições para avaliação e preparação de acesso a terrenos para um projecto na província do Moxico. A iniciativa arranca com uma fase-piloto de 20 hectares, por dois a três anos, com possibilidade de expansão para 20.000 hectares, associando redução de emissões à criação de emprego, desenvolvimento económico e uso sustentável do solo.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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