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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 04-06-2026
MIREMPET E CABSHIP PROMOVEM FORMAÇÃO TECNICA PARA 16 JOVENS ANGOLANOS

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), em parceria com a empresa CABSHIP, lançou um programa de formação profissional que vai beneficiar 16 jovens angolanos das províncias de Cabinda, Zaire, Bengo e Luanda, reforçando o compromisso com a qualificação da juventude nacional.

A iniciativa, coordenada pela Direcção Nacional de Formação e Conteúdo Local, enquadra-se no contrato celebrado entre o Instituto Nacional de Petróleos (INP) e a CABSHIP, e visa capacitar os participantes nas áreas de Electricidade Industrial e Energias Renováveis, considerados como sectores estratégicos para o desenvolvimento do país.

O programa terá a duração de seis meses, com início previsto para o dia 30 de Agosto de 2026, e contempla formação técnico-profissional com certificação internacional, incluindo ainda a realização de estágios curriculares para os finalistas formados pelo INP.

Os beneficiários serão encontrados a partir de um processo conduzido pelas Direcções Provinciais da Educação, que pré-seleccionaram 20 candidatos por província. Destes, serão apurados quatro jovens por cada uma das quatro províncias abrangidas, totalizando os 16 formandos.
No quadro do processo de selecção, estão previstos: 08 de Junho de 2026 – exames de Matemática e Língua Portuguesa em Luanda; 09 de Julho de 2026 – avaliações nas províncias do Bengo, Zaire e Cabinda.

Além das áreas de Electricidade e Energias Renováveis, o programa inclui também formação em Soldadura Industrial, ampliando as competências técnicas dos participantes e aumentando as suas oportunidades de empregabilidade. Esta acção resulta da estratégia do MIREMPET de dinamizar o conteúdo local, incentivando as empresas do sector a investir na formação qualificada da juventude angolana, promovendo a sua inserção no mercado de trabalho e estimulando o empreendedorismo.

Fonte: GTICI
Governo 04-06-2026
MAKENDA AMBROISE DESTACA CRIAÇÃO DA ENDIAMA COMO MARCO DE SOBERANIA

Em entrevista exclusiva, concedida, a 3 de Junho de 2026, à revista Angola Minas, Makenda Ambroise, antigo administrador da Companhia de Diamantes de Angola (DIAMANG), ex-Ministro da Geologia e Minas e actualmente consultor do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, destacou o papel decisivo da criação da ENDIAMA na afirmação da soberania nacional sobre os recursos diamantíferos.

Com um percurso ligado aos principais momentos de transformação do sector, Makenda Ambroise recordou que a DIAMANG, fundada em 1917 e encerrada formalmente a 17 de Fevereiro de 1988, dominou a exploração diamantífera durante o período colonial. Embora tivesse sede em Lisboa, a DIAMANG mantinha o seu principal centro operacional no Dundo, Lunda Norte, com representações em Luanda, Saurimo, Malanje, Benguela e Luena.

Segundo o consultor, durante grande parte da sua existência, os cargos estratégicos da DIAMANG foram ocupados por portugueses e representantes dos accionistas estrangeiros. A integração de angolanos em funções de direcção iniciou-se apenas a partir de 1974. Após a independência, a empresa passou a ser gerida por um Conselho de Administração com oito membros, quatro nomeados pelo Estado angolano. Makenda Ambroise ocupou então o cargo de Administrador para a Área Técnica e Operações Mineiras.

A transição para a soberania efectiva do Estado deu-se com a criação da Endiama, a 15 de Janeiro de 1981. “A criação da Endiama representou uma decisão estratégica do Estado angolano para garantir a soberania nacional sobre os diamantes e assumir a gestão directa do subsector”, afirmou. O primeiro Presidente do Conselho de Administração da Endiama foi o Tenente-Coronel Manuel Francisco Lourenço “Ngakumona”, que acumulou inicialmente o cargo com a presidência da DIAMANG.

Na entrevista, Makenda Ambroise sublinhou as diferenças entre as duas fases. Se a DIAMANG atingiu picos de produção superiores a 2 milhões de quilates em 1972, grande parte dos lucros era expatriada e o Estado tinha controlo limitado. Já com a Endiama, os diamantes passaram a património estratégico nacional, permitindo a participação directa do Estado na gestão das receitas, a criação de empresas participadas e o reinvestimento em infra-estruturas, formação de quadros e desenvolvimento regional.

O cenário melhorou após o alcance da paz em 2002. Com projectos como Catoca, Lulo, Kaixepa, Chitotolo, Luele e Luminas, Angola alcançou em 2025 uma produção superior a 15,1 milhões de quilates e receitas de 1,81 mil milhões de dólares, ocupando o terceiro lugar mundial em volume de produção e vendas, atrás da Rússia e do Botswana.

Apesar de reconhecer o legado da DIAMANG na descoberta e industrialização do sector mineiro, Makenda Ambroise reforça que “a criação da Endiama representou e continua a representar a afirmação da soberania nacional sobre esses recursos estratégicos para o desenvolvimento sócio-económico de Angola e o bem-estar do povo”.

Hoje, a lei determina que a exploração industrial de diamantes em Angola só é permitida com participação da Endiama, através de joint ventures ou contratos de investimento mineiro aprovados pelo Estado. A excepção aplica-se apenas à exploração semi-industrial de pequena escala, onde a Endiama decide caso a caso sobre a sua participação.

Fonte: GTICI
Governo 30-05-2026
EXPLORAÇÃO ILEGAL DE OURO: MIREMPET REAFIRMA COMBATE

O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) reafirmou este sábado, 30 de Maio, o seu compromisso no combate à exploração ilegal de ouro em Angola e apontou a Lei n.º 8/24, de 3 de Julho, como principal instrumento jurídico para travar o garimpo e proteger os minerais estratégicos do país.

A posição foi defendida pelo Director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, este sábado, 30 de Maio, durante o debate “O Estado da Nação”, na Rádio MFM, conduzido pelo jornalista Zacarias Congo, sob o tema “Exploração Ilegal de Ouro em Angola: Falha na fiscalização ou erro propositado?”. Segundo Tanganha, a Lei 8/24 trouxe uma mudança fundamental ao criminalizar não apenas quem explora ilegalmente diamante, ouro, terras raras e minerais radioactivos, mas também quem promove a actividade. “Os que devem ser criminalizados não são apenas aqueles apanhados a explorar. Temos que apanhar os que promovem e levá-los à barra da justiça”, sublinhou.

Sobre fiscalização, o Director garantiu que o MIREMPET, em coordenação com o Corpo Especial de Segurança de Minerais Estratégicos, “tem feito a sua parte”. Actualmente estão activas cerca de 600 concessões mineiras, sendo 10% ligadas ao ouro, na sua maioria operadas por pequenas empresas angolanas.

Em resposta às críticas sobre responsabilidade social, assegurou que o sector continua a investir em projectos de saúde, educação, desporto e cultura e apresenta anualmente o relatório de acções sociais. Empresas como Endiama, Sodiam, Catoca e Luele já publicam essa informação. Tanganha explicou que mesmo na fase de prospecção que é de alto risco e incerteza de retorno do investimento, algumas empresas já desenvolvem acções nas comunidades, e na fase de exploração o plano de acção social é obrigatório por contrato, de acordo com o fluxo de caixa do projecto mineiro.

O Director referiu ainda que o PLANAGEO permitiu mapear o potencial geológico do país e atrair investidores internacionais de referência, como Rio Tinto, Anglo American, Ivanhoe e a BHP que estáno processo de entrar no sector mineiro angolano. “Todas essas grandes empresas só vieram porque o ambiente de negócio e o quadro legislativo tornaram o país atractivo”, afirmou. Quanto aos empresários nacionais, admitiu que são poucos os angolanos com capacidade técnica e financeira para o sector, que exige capital intensivo, e defendeu um “tempo pedagógico” para criar cultura empresarial mineira.

O debate contou ainda com a participação da Intendente Ludmila Caetano Arsénio, do economista Carlos Rosado de Carvalho, dos juristas Victorino Catumbela de Sá e Joaquim Jaime, entre outros especialistas.

Fonte: GTICI
Governo 29-05-2026
LANÇADO LIVRO SOBRE A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA MINEIRA ANGOLANA

O Engenheiro João Chimuco lançou, esta sexta-feira, 29, em Luanda, o livro “Competitividade da Indústria Mineira de Angola”, uma obra que pretende contribuir para a reflexão sobre o futuro do sector mineiro e o desenvolvimento económico do país.

Durante a apresentação, o autor destacou que Angola atravessa um momento estratégico, marcado pelas oportunidades associadas aos minerais críticos, ao desenvolvimento do Corredor do Lobito e ao crescente interesse internacional pelo potencial mineiro nacional. Defendeu ainda que a competitividade do sector dependerá da estabilidade regulatória, do investimento em capital humano e tecnologia, da melhoria das infraestruturas e da adopção de elevados padrões de sustentabilidade.

O livro analisa os principais desafios da indústria mineira angolana, abordando temas como competitividade, industrialização, políticas públicas e fortalecimento da cadeia de valor dos recursos minerais.

Na acosião, o antigo Ministro da Economia, considerou a obra uma importante contribuição para a preservação da memória institucional e para a projecção do futuro numa perspectiva científica e técnica.

Segundo Abraão Gourgel , “as instituições só são credíveis quando têm memória” e é fundamental que essa memória seja preservada ao longo do seu processo de evolução".

O evento contou com a presença dos Secretários de Estado para os Recursos Minerais e para o Petróleo e Gás, Jânio Corrêa Victor e José Barroso, respectivamente.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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