O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou esta terça-feira, 13, que a presença do Presidente da República, João Lourenço, nas obras da Refinaria do Lobito traduz a "atenção direta e pessoal" que o chefe de Estado dedica aos grandes projectos económicos do país. O ministro sublinhou ainda que a refinaria se insere numa "visão estratégica de médio e longo prazo do sector petrolífero para criar autonomia energética" para Angola.
O governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, deu as boas-vindas ao Presidente e considerou a sua deslocação um "gesto político de grande significado" que honra a província e fortifica o "sentimento de pertença nacional". Classificou a refinaria como um "investimento de dimensão histórica" que trará mais oportunidades para os jovens, mais rendimentos para as famílias e dinamizará o empreendedorismo local.
A Refinaria do Lobito é um projeto com capacidade para processar 200.000 barris de petróleo por dia, utilizando tecnologia moderna e flexível licenciada por empresas internacionais de referência.
Produzirá principalmente gasóleo, gasolina, combustível de aviação (Jet A1), além de GPL, gás para auto-consumo energético e enxofre para uso industrial, assegurando eficiência, qualidade e sustentabilidade ambiental. A entrada em operação será faseada: a primeira fase, em 2027, permitirá a produção de nafta, GPL, Jet A1, gasóleo e fuelóleo. A conclusão total do projecto, em 2029, acrescentará a produção de gasolina e enxofre granulado.
O projecto inclui infra-estruturas logísticas completas, como monoboia offshore, terminal marítimo, tancagem, geração própria de energia e um sistema robusto de captação e tratamento de água, garantindo autonomia operacional e condições para futuras indústrias petroquímicas.