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Factos da História do Sector Mineiro e Petrolífero contados em imagens

Governo 18-05-2026
ANGOLA REFORÇA INDUSTRIALIZAÇÃO E ATRACÇÃO DE INVESTIMENTO EUROPEU

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, apresentou nesta segunda-feira, 18 de Maio, em Madrid, Reino de Espanha, o potencial energético e mineiro do País. O governante destacou a estabilidade política, jurídica e fiscal como factores determinantes para atrair investimento europeu e consolidar parcerias estratégicas de longo prazo.

Ao intervir no fórum internacional dedicado ao sector extractivo e energético, Azevedo afirmou que Angola está a abandonar progressivamente o modelo económico centrado na exportação de matérias-primas, apostando na industrialização local, na valorização dos recursos minerais e no desenvolvimento de cadeias produtivas integradas.

Segundo o ministro, “Angola já não é uma promessa. É uma decisão de investimento”, defendendo que o País reúne actualmente condições sólidas para acolher capital estrangeiro com segurança e previsibilidade.

Estabilidade e confiança

Diamantino Azevedo sublinhou que o Executivo tem reforçado a segurança jurídica, modernizado o quadro regulatório e promovido maior transparência institucional. Garantiu igualmente condições legais e cambiais para a protecção do capital investido e o repatriamento de dividendos.

De acordo com o ministro, a confiança dos investidores assenta em quatro pilares fundamentais: estabilidade política, legal, contratual e fiscal, aspectos que, frisou, “Angola consolidou nos últimos anos”.

Recursos como activos estratégicos

O governante destacou que os recursos naturais deixaram de ser apenas matérias-primas para se transformarem em activos estratégicos ligados à energia, indústria, tecnologia e soberania económica. “O verdadeiro desafio já não é saber quais países possuem recursos, mas sim quais são capazes de transformá-los. Quem não industrializa os seus recursos exporta riqueza e importa dependência”, afirmou.

Potencial energético e mineiro

Azevedo considerou Angola um dos territórios mais promissores de África em termos geológicos, lembrando que grande parte do território nacional permanece subexplorado, o que abre espaço para novas descobertas e projectos de grande escala.

No sector petrolífero, recordou que Angola produz cerca de um milhão de barris de petróleo por dia, mas salientou que o futuro energético passa também pelo gás natural. “O gás não é apenas um subproduto do petróleo. É um pilar estratégico da industrialização”, declarou, apontando aplicações em fertilizantes, siderurgia, segurança alimentar e materiais avançados.

No domínio mineiro, destacou a produção nacional de ouro, manganês, quartzo, cobre, ferro e rochas ornamentais, acrescentando que o País entrou numa nova fase estratégica orientada para minerais críticos como terras raras, nióbio, lítio e metais de base. Estes recursos, disse, são essenciais para a transição energética global e posicionam Angola de forma estratégica nas cadeias internacionais de abastecimento.

Valor local e desenvolvimento sustentável

O ministro reafirmou a aposta na criação de valor local, defendendo a refinação do ouro, o aumento do valor acrescentado nos diamantes e a industrialização dos minerais como caminhos para gerar emprego, prosperidade e desenvolvimento sustentável.

Referiu ainda investimentos em infra-estruturas energéticas, incluindo a modernização das refinarias e a expansão de novos projectos em Cabinda, Soyo e Lobito, iniciativas que visam reforçar a segurança energética, a resiliência económica e a competitividade regional.

Espanha como parceiro estratégico

Na ocasião, Diamantino Azevedo considerou Espanha um parceiro natural de Angola, devido aos laços históricos, institucionais e empresariais existentes entre os dois países. Defendeu a construção de alianças estruturais e não apenas relações transaccionais.

“Angola está aberta, estável e em transformação. Procuramos parceiros de longo prazo para construir uma nova etapa de crescimento, industrialização e prosperidade partilhada”, concluiu.

Fonte: GTICI
Governo 18-05-2026
ANGOLA E EGIPTO REFORÇAM COOPERAÇÃO NO SECTOR MINEIRO

O Director Nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha, em representação do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, recebeu a 15 de Maio, Mahmoud Elmaghraby, Consultor Sénior de Investimento Internacional junto do Governo egípcio, para abordar oportunidades de cooperação no sector mineiro entre Angola e o do Egipto.

Durante o encontro, a delegação egípcia tomou conhecimento do modelo de governação do sector mineiro angolano e da estratégia do Executivo para os recursos minerais, assente na diversificação da produção e na agregação de valor aos minerais, no quadro do PDN 2023–2027, do PDS 2023–2027 e da Estratégia Angola 2050.

Na ocasião, Paulo Tanganha destacou que o aumento da produção de ouro constitui uma prioridade estratégica para assegurar o abastecimento da Refinaria de Ouro de Luanda, com entrada em funcionamento prevista para 2026.

Os representantes egípcios manifestaram interesse em investir na exploração de ouro em Angola, tendo igualmente abordado aspectos ligados ao regime fiscal mineiro e ao modelo de participação do Estado nas parcerias do sector, através da modalidade “Free Carry Interest (FCI)”.

No final da reunião, ficou acordado o envio, nos próximos 30 dias, de uma delegação empresarial egípcia à Angola, com o objectivo de identificar oportunidades de investimento no sector mineiro.

Mahmoud Elmaghraby esteve acompanhado por Flora Mendes, representante da Embaixada do Egipto em Angola.

Fonte: GTICI

mirempet.gov.ao Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás

Diamantino Pedro Azevedo



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