A Masterclass Executiva sobre Mercados de Carbono, promovida pela ANPG, realizou-se esta segunda-feira, 4 de Maio, no MIREMPET, com aula magna da consultora internacional Mayer Brown. O evento teve como objectivo reforçar o conhecimento técnico e alinhar os projectos energéticos nacionais com uma abordagem que integre o carbono como factor estratégico, em cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) assumidas por Angola no Acordo de Paris.
Na abertura, o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás afirmou que "os mercados de carbono são um novo eixo estruturante das políticas energéticas, ambientais e económicas de Angola, com impacto directo no desenvolvimento e atracção de investimento.”
Diamantino Azevedo defendeu que Angola encontrará a sua base de participação sólida e credível nos mercados de carbono na convergência de três sectores: Petróleos, como motor da economia; Ambiente, como garante da integridade climática; e Agricultura e Florestas, detentoras do maior activo estratégico que é o vasto capital de recursos naturais.
O governante sublinhou que, pela maturidade e capacidade técnica, o sector petrolífero angolano está bem posicionado para reduzir emissões, financiar projectos de carbono e energias renováveis, e integrar soluções de descarbonização em toda a cadeia operacional. Segundo o ministro, os mercados de carbono representam “uma oportunidade concreta de transformar recursos naturais em valor, financiamento e competitividade”, desde que acompanhados por um quadro institucional claro e uma governação transparente.
Já o PCA da ANPG destacou que a transformação energética global redefine as bases da competitividade das economias e dos sectores energéticos. Paulino Jerónimo referiu ainda a parceria entre ANPG, Chevron New Energies e INGA para projectos de baixo carbono. “Para Angola, é um desafio e uma oportunidade inequívoca: posicionar-se como actor activo e credível nos mercados de carbono”, afirmou.
A Masterclass contou com a presença do Governador da Província do Moxico, Ernesto Muangala, do Secretário de Estado para a Acção Climática e Desenvolvimento Sustentável, Nascimento Soares, e de representantes de empresas do sector de recursos minerais, petróleo e gás.