• ROCHAS ORNAMENTAIS: PRODUÇÃO NACIONAL CRESCE NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026


    A produção nacional de rochas ornamentais atingiu 139,08 mil metros cúbicos no 1º semestre de 2026, representando um crescimento de 47,66%, face ao mesmo período de 2025 e de 24,23%, em relação ao semestre anterior, confirmando a trajectória de expansão de um dos segmentos mineiros com maior potencial para contribuir para a diversificação da economia nacional.

    Estes dados foram apresentados esta sexta-feira, 28 de Agosto, durante a Reunião de Balanço da Produção, Comercialização e Exportação de Rochas Ornamentais, realizada pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), presidida pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso.

    Na ocasião, o governante afirmou que os resultados demonstram que o subsector das rochas ornamentais continua a afirmar-se como uma importante alavanca para a diversificação da economia nacional, reflectindo o esforço dos operadores e as políticas adoptadas pelo Executivo para valorizar os recursos minerais do País.

    Durante a sua intervenção, José Barroso destacou a evolução consistente registada pelo subsector nos últimos anos. Segundo o Secretário de Estado, a produção nacional passou de 86.124 metros cúbicos, em 2021, para 207.165 metros cúbicos, em 2025, tendo atingido o seu pico em 2024, com 231.936 metros cúbicos produzidos, superando as projecções inicialmente estabelecidas para o horizonte 2027. A província da Huíla manteve a liderança da actividade extractiva, concentrando mais de 95% da produção nacional.

    No domínio das exportações, Angola exportou 139,48 mil metros cúbicos de rochas ornamentais entre Janeiro e Junho de 2026, avaliados em cerca de 21,26 milhões de dólares norte-americanos, o que representa um crescimento de 58,28% em volume e de 26,30% em valor, face ao período homólogo de 2025.

    A China consolidou-se como principal mercado de destino, absorvendo 90,09% do volume exportado, seguida pela Espanha, Itália e Portugal. Entre as empresas exportadoras, destacou-se a Hipermáquinas Angola, Lda., responsável por mais de metade das exportações realizadas no período em análise.

    Entre 2021 e 2025, o subsector registou exportações acumuladas de cerca de 601,3 mil metros cúbicos, correspondentes a receitas de aproximadamente 179,6 milhões de dólares, tendo a China, Espanha e Itália representado 89,16% do valor total exportado naquele período.

    Durante o encontro, foi reafirmada a aposta do Executivo no desenvolvimento da cadeia deste segmento, com destaque para a implementação do Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais do Namibe, projecto estruturante que visa melhorar as condições de produção, impulsionar a transformação local, atrair investimento, promover o emprego e aumentar o valor acrescentado da produção nacional. Foi também realçado o papel do Centro de Valorização de Rochas Ornamentais da Huíla, no apoio técnico e científico ao subsector.

    “O nosso desafio é transformar o crescimento da produção e das exportações em mais valor acrescentado, mais transformação local, mais emprego e maior participação das empresas angolanas nas cadeias internacionais de valor”, sublinhou José Barroso.

    O encontro reuniu representantes de instituições públicas, operadores mineiros, associações empresariais e especialistas do sector para analisar os resultados alcançados e discutir perspectivas para o crescimento sustentável das rochas ornamentais em Angola.