O reforço das reservas de crude, a diversificação da economia petrolífera e o desenvolvimento dos biocombustíveis estiveram entre os principais temas debatidos na mesa-redonda sobre petróleo e gás, realizada esta sexta-feira, dia 14, durante a XIII Reunião do Conselho Consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), em Malanje.
Moderada pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, a sessão contou com a participação dos administradores executivos da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Ana Miala e Artur Custódio, que apresentaram as estratégias nacionais para os hidrocarbonetos e para os biocombustíveis, com particular atenção à necessidade de integrar sectores como a agricultura e a indústria na cadeia de valor do petróleo e gás.
Durante os trabalhos, foi analisada a possibilidade de aumentar a produção de matérias-primas nacionais capazes de alimentar a indústria, bem como a criação de condições para atrair novos investimentos e ampliar as oportunidades de participação de potenciais investidores no sector petrolífero.
O reforço das reservas de crude foi igualmente referido como uma das prioridades estratégicas para mitigar o declínio natural da produção petrolífera, num contexto que exige a aceleração das actividades de exploração, a concretização de novas descobertas e a licitação de novas concessões. Os intervenientes sublinharam a importância de garantir a sustentabilidade da produção nacional, através da melhoria do ambiente de investimento, da eficiência operacional e da valorização do conteúdo local.
No domínio dos biocombustíveis, a mesa-redonda destacou os resultados do projecto desenvolvido pela Eni Angola, com base no cultivo de girassol para produção de matéria-prima. A iniciativa já envolve aproximadamente um milhão de pessoas, constituindo uma experiência de referência na articulação entre agricultura, energia e desenvolvimento económico e social das comunidades.O projecto foi apontado como exemplo da transição energética justa e gradual que Angola defende, promovendo a inclusão produtiva, a criação de emprego no meio rural e a redução da pegada carbónica.
A mesa-redonda concluiu com a necessidade de reforçar a coordenação institucional, acelerar a implementação da Estratégia Nacional dos Hidrocarbonetos e da Estratégia Nacional dos Biocombustíveis, e consolidar o papel do sector petrolífero como factor de crescimento, diversificação económica e soberania nacional.