• MISSÃO DO PK CONSIDERA ANGOLA EXEMPLO


    A experiência de Angola na gestão da indústria diamantífera pode servir de referência para influenciar políticas públicas de outros países, sobretudo no que diz respeito aos benefícios sociais e económicos dos diamantes. A conclusão é da chefe da Missão de Avaliação do Processo Kimberley (PK), Nosiphowo Mzamo, no encerramento da visita de avaliação realizada ao país.

    A responsável afirmou que a delegação deixa Angola profundamente impressionada com a hospitalidade, o profissionalismo e os avanços alcançados no sector diamantífero durante a missão realizada de 13 a 17 de Julho.

    Segundo explicou, o elevado nível de planeamento e eficiência contribuiu para o sucesso dos trabalhos desenvolvidos nas instituições e nas áreas mineiras visitadas.
    Nosiphowo Mzamo destacou as transformações verificadas desde 2018, com melhorias significativas nas infraestruturas, especialmente em Saurimo e Luena, bem como os investimentos do Governo na modernização da indústria diamantífera.

    Acrescentou que Angola vai além das exigências do Processo Kimberley ao investir na lapidação e no polimento de diamantes, agregando valor à produção nacional e promovendo a formação de quadros especializados. "Esta estratégia constitui um exemplo para outros países africanos produtores, que continuam a exportar grande parte dos diamantes em bruto", sublinhou.

    Durante a missão, a delegação percorreu toda a cadeia de valor da indústria diamantífera, desde a exploração mineira até à certificação, comercialização e exportação dos diamantes, incluindo visitas a fábricas, universidades e centros de formação profissional. No final da avaliação, não foram identificadas inconformidades.

    "O que observámos foi um trabalho organizado e profissional, com impacto no desenvolvimento de competências e na criação de oportunidades para a juventude", afirmou, acrescentando que a experiência angolana poderá servir de referência para influenciar políticas públicas noutros países africanos.

    Por sua vez, o Coordenador Nacional do Processo Kimberley, Estanislau Buio, explicou que a missão cumpriu integralmente o programa previsto, incluindo visitas às minas e à cadeia de certificação e exportação dos diamantes. Segundo Estanislau Buio, apesar da avaliação positiva, a missão solicitará documentação complementar para apoiar a elaboração do relatório final, cuja apresentação está prevista para Novembro deste ano.

    A cerimónia de encerramento da missão foi testemunhada pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso.