• MIREMPET APRESENTA BALANÇO DAS EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO E GÁS


    Angola exportou 88,74 milhões de barris de petróleo bruto no terceiro trimestre de 2026, avaliados em 8,33 mil milhões de dólares norte-americanos, a um preço médio ponderado de 93,825 dólares por barril, segundo o balanço apresentado esta quarta-feira, 29, em Luanda, pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso.

    De acordo com o governante, o volume exportado de petróleo bruto representa um aumento de 0,22% face ao segundo trimestre de 2026 e uma redução de 2,87% face ao período homólogo de 2025. Em valor, registou-se uma diminuição de 6,71% em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 31,82% face ao terceiro trimestre de 2025, suportado pela valorização dos preços no mercado internacional. A China manteve-se como o principal destino do petróleo bruto angolano, com 39,86% do volume total exportado, seguida da Índia com 18,45%, da Itália com 5,63% e da Espanha com 5,03%.

    No segmento do gás natural, foram exportadas 788,96 mil toneladas métricas, das quais 94,44% corresponderam a Gás Natural Liquefeito, avaliadas em 867,13 milhões de dólares norte-americanos. O volume recuou 48,11% face ao trimestre anterior e 51,49% face ao período homólogo, enquanto o valor diminuiu 30,12% no trimestre e 3,40% em termos homólogos, em consequência da paragem programada para manutenção da fábrica Angola LNG. A Índia absorveu 83,14% do LNG exportado, seguida da Coreia do Sul com 8,64% e da Indonésia com 8,21%.

    Segundo José Barroso, este desempenho ocorreu num contexto internacional volátil. O Brent Datado apresentou um comportamento marcado por períodos alternados de apreciação e depreciação, com preço médio de 96,985 dólares por barril, o que representa uma redução de 6,61% face ao segundo trimestre e um aumento de 40,30% face ao terceiro trimestre de 2025.

    O governante explicou que a evolução do preço foi influenciada, por um lado, por factores de pressão em baixa, como o abrandamento da procura mundial, o aumento da produção da OPEP+ e a libertação de reservas estratégicas por parte dos Estados Unidos da América e, por outro, por factores de suporte, como as tensões geopolíticas no Médio Oriente, as limitações à circulação marítima nos Estreitos de Ormuz e de Bab El-Mandeb, os riscos associados ao transporte, a redução da oferta em alguns mercados produtores, os baixos níveis dos stocks comerciais, a elevada actividade de refinação e a menor disponibilidade de diesel no mercado internacional.

    Na sua intervenção, destacou igualmente a importância da cooperação inter-institucional e sublinhou que a evolução do sector petrolífero nacional não pode ser analisada de forma isolada, sendo necessário reforçar a capacidade de antecipação, aperfeiçoar os mecanismos de monitorização e assegurar uma coordenação estreita entre as instituições públicas e os operadores, de modo a transformar a informação estatística em conhecimento útil para decisões que reforcem a competitividade dos hidrocarbonetos angolanos e salvaguardem os interesses do Estado.

    Participaram no acto representantes de empresas do sector, da banca, da Administração Geral Tributária, entre outros convidados e órgãos de comunicação social.