A valorização sustentável do gás natural, o reforço da cooperação entre os países produtores, a mobilização de investimentos e uma abordagem equilibrada às exigências ambientais marcaram a intervenção do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, na 8.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), realizada esta terça-feira, 27 de Outubro, em Moscovo, Federação da Rússia.
Em representação do Presidente da República, João Lourenço, o governante angolano participou na sessão que reuniu o Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, Chefes de Estado e de Governo dos países membros do GECF, o Secretário-Geral da organização, Philip Mshelbila, e demais convidados, ocasião em que abordou os desafios associados à transição energética e a necessidade de uma actuação coordenada dos países produtores para reforçar o papel do gás natural como fonte de energia competitiva, fiável e complementar na matriz energética mundial.
Relativamente às emissões de metano, Diamantino Azevedo considerou que os mecanismos internacionais de monitorização, reporte e verificação devem ter em conta as diferentes realidades e capacidades dos países produtores, de forma a evitar constrangimentos ao desenvolvimento dos recursos naturais e ao acesso aos mercados. O Ministro assinalou igualmente a importância do reforço da cooperação técnica entre os membros do Fórum, através da partilha de tecnologias e experiências, da transferência de conhecimento, da mobilização de investimentos e do desenvolvimento de infra-estruturas ao longo da cadeia de valor do gás natural.
No domínio das prioridades nacionais, apresentou a estratégia de Angola para o aproveitamento do gás natural como suporte à industrialização e à diversificação económica, destacando os projectos de produção de fertilizantes à base de amónia e ureia e a utilização deste recurso na indústria siderúrgica, associada ao aproveitamento das reservas nacionais de minério de ferro.
Na ocasião, Diamantino Azevedo recordou ainda o contributo da Angola LNG para a redução da queima de gás nas operações petrolíferas, o aumento da disponibilidade de gás de cozinha e o reforço da geração de energia eléctrica. No final do discurso, reiterou o compromisso de Angola com o aprofundamento da cooperação no seio do GECF e com a construção de um mercado global de gás mais robusto, equilibrado e capaz de responder aos actuais desafios energéticos.