• MINISTRO AZEVEDO DEFENDE MAIOR PRESENÇA DA CNPC EM ANGOLA


    O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás visitou, esta quarta-feira, 15, em Pequin, a China National Petroleum Corporation (CNPC). A delegação angolana foi recebida pelo presidente da empresa, Zhou Xinhuai, que destacou Angola como “um bom parceiro no domínio dos hidrocarbonetos”, sublinhando que o país “desempenha um papel importante no mercado global” e manifestando a expectativa de “reforçar a cooperação comercial neste segmento”.

    Diamantino Azevedo explicou que o objectivo da visita foi avaliar o que se pode fazer em conjunto com a CNPC e garantir uma presença mais forte da companhia em Angola. Acrescentou que o Executivo angolano reconhece “a grandeza, experiência e posição da CNPC na indústria petrolífera”, razão pela qual deseja “vê-la muito mais presente no nosso país”.

    O governante considerou que a relação com a China nos sectores do petróleo, gás e recursos minerais constitui uma parceria estratégica. Assinalou ainda que Angola possui “grande potencial de petróleo em terra” e manifestou interesse em que a companhia se engaje mais no upstream, refinação e petroquímica.

    O ministro reforçou que Angola dispõe de "espaço grande" no upstream marítimo e terrestre, assim como no downstream e na comercialização, destacando a importância do conhecimento chinês na perfuração de poços em águas profundas e ultraprofundas. Manifestou ainda interesse em discutir a componente da comercialização e convidou uma delegação da CNPC a deslocar-se, o mais breve possível, a Angola para analisar em detalhe os temas abordados no encontro.

    Em resposta, Zhou Xinhuai afirmou que a CNPC “tem grande experiência em construção de refinarias” e que essa capacidade pode ser aplicada em Angola. Acrescentou que a empresa vai estudar a possibilidade de exploração de petróleo onshore e offshore e garantiu estar aberta às oportunidades existentes no país. O presidente da companhia assegurou que continuarão a trabalhar em investimentos em blocos petrolíferos angolanos e sugeriu à PetroChina Internacional a celebração de um acordo de longo prazo no comércio de petróleo bruto e gás com Angola.