O encontro teve lugar na cidade do Lubango, a 20 de Abril, sob orientação do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, no âmbito das Jornadas Técnicas e Científicas alusivas ao Dia do Trabalhador Mineiro Angolano.
No seu pronunciamento, o ministro Diamantino Azevedo destacou que o sector dos recursos minerais constitui um dos pilares estruturantes da economia nacional e que o encontro se enquadra na política do Executivo angolano para executar o Programa de Desenvolvimento e Modernização das Actividades Geológico-Mineiras, previsto no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027. Por essa razão, o governante defendeu que a criação, desenvolvimento e consolidação de uma indústria mineira forte, competitiva e sustentável é uma responsabilidade colectiva.
Sobre o Cadastro Mineiro Digital de Angola (CMA), referiu que visa melhorar os canais digitais para interacção célere com investidores, em linha com o Roteiro para a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2022-2027. Entre as principais preocupações dos operadores de reochas ornamentais, apontou as infra-estruturas de transporte e o fornecimento de energia, tendo destacado a construção do Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais no Namibe, que permitirá aumentar a exportação com maior valor agregado, aumentar a arrecadação das receitas fiscais e criar mais postos de trabalho.
Por seu turno, o Governador Nuno Mahapi Dala sublinhou que a Huíla se afirma como um importante pólo de desenvolvimento mineiro, particularmente no domínio das rochas ornamentais, cujas reservas, qualidade e diversidade conferem à província um papel estratégico no processo de desenvolvimento económico do país. Considerou o momento de auscultação como "de elevada importância" por permitir um diálogo franco e construtivo sobre os desafios e as oportunidades do sector, reforçando as políticas do Executivo.
Nuno Dala partilhou ainda preocupações em relação ao garimpo de ouro. “Refiro-me, em particular, à situação que se vive na localidade de Humpopo, no município do Dongo, e noutras localidades, onde se registam práticas recorrentes de garimpo em áreas formalmente licenciadas, mas que, na prática, não se encontram devidamente operacionais. Esta realidade cria um vazio que tem sido ocupado por explorações ilegais, com consequências negativas ao nível da arrecadação de receitas para os cofres do Estado e para o desenvolvimento sustentável da nossa terra", afirmou.
Participaram no evento o Secretário de Estado para Energia, Arlindo Carlos, representantes da Associação dos Produtores e Exportadores de Pedras de Angola (APEPA), dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, Porto do Namibe e dos Ministério das finanças.