O Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) apresentou esta quinta‑feira, 19 de Fevereiro, no MIREMPET, o balanço consolidado da actividade comercial do sector referente ao IV trimestre de 2025.
Segundo o Director‑Geral do IRDP, o mercado angolano de derivados encerrou o ano com uma despesa aproximada de 2,6 mil milhões de dólares em importações, que garantiram 73% do consumo nacional.
No último trimestre do ano, o País adquiriu 1.347.543 toneladas métricas de combustíveis líquidos, representando um aumento de 4,7% face ao trimestre anterior. O responsável informou que 15% das aquisições foram provenientes da Refinaria de Luanda, 1% da Cabgoc – Topping de Cabinda e 84% resultaram da importação. A factura de importação do período fixou‑se em 854 milhões de dólares.
No acumulado de 2025, as 4.722.383 toneladas métricas adquiridas traduziram uma ligeira variação negativa de 0,02% em comparação com 2024. Durante o período em análise, foi registado um incremento na capacidade de armazenamento, impulsionado pelo início das operações do Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD). Assim, a capacidade instalada passou a 1.269.695 m³, dos quais 1.155.968 m³ destinados a combustíveis líquidos — um aumento de 71% num trimestre. No segmento do GPL, a capacidade atingiu 113.727 toneladas métricas.
No retalho, Angola terminou o ano com 931 postos de abastecimento operacionais, ultrapassando em 100,32% a meta estabelecida no PDN 2023‑2027. Embora os agentes privados de “Bandeira Branca” representem 44,6% da estrutura de mercado, o volume de vendas continua a ser liderado pela Sonangol Distribuição e Comercialização, com 64,6% de quota, seguida pela Pumangol (18,5%) e pela Sonangalp (7,9%). O número de postos operacionais cresceu 2%, em relação a 2024.
Relativamente ao GPL, foram disponibilizadas ao mercado 128.591 toneladas métricas no último trimestre, com 64% de produção nacional assegurada pela Angola LNG. Luanda manteve‑se como o maior centro de consumo, concentrando 52,9% do total nacional. No segmento dos lubrificantes, 90% das 9.802 toneladas métricas comercializadas tiveram origem na importação, revelando elevada dependência externa.
Luís Fernandes concluiu que, apesar da redução de 1% nas vendas globais anuais (4.776.558 toneladas métricas), a expansão da rede logística e a capacidade instalada em 2025, reforçam a posição estratégica do sector para responder aos desafios futuros.