• IMPORTÂNCIA DO PLANEAMENTO FAMILIAR DEBATIDO NO MIREMPET


    A Importância da Família e do Planeamento Familiar para o Fortalecimento da Estrutura Social foi o tema central de uma palestra realizada a 20 de Março, no MIREMPET. O evento contou com a prelecção do médico Mansitambi Luís, do Ministério da Saúde, e foi prestigiado pelo Secretário de Estado para os Recursos Minerais.

    Durante a sessão, foram discutidos temas como a relação entre saúde e a maternidade, a prevalência do uso de métodos contraceptivos e sua influência na taxa de mortalidade materna, a idade de maturidade em Angola e aspectos da legislação em saúde.

    O palestrante enfatizou que "o planeamento familiar não significa evitar ter filhos, mas sim decidir quando e quantos filhos ter". Acrescentou que, para proteger a saúde das mães e dos bebês, o intervalo entre dois nascimentos deve ser de, no mínimo, dois anos, evitando-se uma nova gestação antes desse período. Destacou também que os métodos contraceptivos são seguros e incentivou a procura por consultas especializadas para a escolha do método mais adequado.

    Jânio Corrêa Victor, Secretário de Estado para os Recursos Minerais, ressaltou a importância da família para o desenvolvimento harmonioso da sociedade. "A essência da vida está naqueles que nos rodeiam. Para alcançarmos esse desenvolvimento, precisamos de uma família saudável e isso passa pela adopção de boas práticas", asseverou.

    Para Daniela Seixas, da Agência Nacional de Recursos Minerais, o tema foi oportuno, pois o planeamento familiar ainda é frequentemente negligenciado. "Essa discussão é essencial tanto para pais quanto para os adolescentes", pontuou.
    Sebastião Marimbeiro considerou relevante o tópico sobre o uso de métodos contraceptivos na prevenção da gravidez indesejada. "Foi esclarecedor saber que há métodos com poucos efeitos colaterais. O controlo do processo reprodutivo permite uma melhor organização familiar ", destacou o técnico da Secretária-Geral.

    Alexandrina Lima elogiou a iniciativa, destacando o aprendizado adquirido. "Muitas vezes achamos que sabemos tudo, mas ao ouvirmos especialistas, percebemos nossas lacunas de conhecimento. Descobri, por exemplo, que meninas de 12 ou 13 anos podem, por vontade própria, buscar o planeamento familiar. É uma questão sensível, mas que precisa ser encarada com seriedade", concluiu a integrante do GTICI.

    O evento reforçou a importância da disseminação de informações sobre planeamento familiar como ferramenta fundamental para o bem-estar das famílias e a promoção da saúde pública.