No âmbito da sua visita de trabalho à República Popular da China, o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, defendeu, esta segunda-feira, 13, em Pequim, o reforço da cooperação académica e científica entre Angola e a Universidade de Petróleo da China (UPC), com vista à formação de quadros nacionais para o sector energético.
Durante o encontro, o governante destacou a importância do ensino superior e da investigação científica para o desenvolvimento do sector e propôs a assinatura de um memorando de entendimento entre a UPC e o Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), instituição da Sonangol, abrangendo intercâmbio de docentes, programas de formação avançada, projectos conjuntos e a integração do futuro Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da petrolífera nacional.
Diamantino Azevedo manifestou igualmente interesse no envio de mais estudantes angolanos para a universidade chinesa, no quadro da aposta do Executivo na formação de quadros, na inovação tecnológica e na valorização interna dos recursos naturais. “Há um espaço grande para universidades angolanas e chinesas trabalharem juntas em vários projectos”, referiu.
No plano estratégico, o Ministro reiterou que Angola pretende reduzir progressivamente a exportação de recursos naturais em estado bruto, apostando na sua transformação local, incluindo áreas como a produção de silício metálico e painéis solares, considerando a cooperação com a China um factor determinante neste processo.
Por sua vez, o Presidente da Universidade de Petróleo da China, Jin Yan, manifestou total disponibilidade da instituição para apoiar Angola, sublinhando que a UPC está preparada para formar especialistas a curto e longo prazos, de acordo com as necessidades do país. Destacou ainda a possibilidade de envolver empresas energéticas chinesas que operam em Angola, reforçando a articulação entre universidade, indústria e governo.