Angola manifestou interesse em desenvolver, no país, a produção de polissilício e painéis solares, no âmbito do reforço da cooperação com a República Popular da China no domínio das energias limpas. A intenção foi expressa, esta terça-feira, 14, pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, durante um encontro com o presidente da Qinhai Lihao Clean Energy, Wang Fu, realizado em Pequin.
No encontro, o ministro destacou o potencial geológico do país, sublinhando que Angola possui abundantes ocorrências de silício e quartzo, matérias primas essenciais para a indústria solar. “Temos muito interesse em projectos de silício e quartzo. Angola possui muitas ocorrências desses minerais”, afirmou, acrescentando que o objectivo do Executivo é instalar no país uma cadeia industrial integrada, que avance desde a produção de polissilício até, numa fase posterior, à fabricação de painéis solares.
Diamantino Azevedo realçou ainda que o Governo angolano pretende desenvolver estes projectos em parceria com empresas com comprovada capacidade técnica e financeira, privilegiando projectos conjuntos com a Sonangol, no quadro da diversificação da economia e da transição energética.
Por sua vez, o presidente da Qinhai Lihao Clean Energy afirmou que a China já alcançou cerca de 50% de produção de energia limpa, manifestando interesse em cooperar com Angola. Segundo Wang Fu, “podemos combinar os excelentes recursos que Angola possui com a nossa reconhecida experiência e desenvolver projectos comuns em Angola”.
O responsável adiantou que a empresa actua segundo os princípios de eficiência resumidos em “bom, rápido e barato”, abordagem que, segundo disse, poderá ser aplicada em iniciativas conjuntas no sector das energias renováveis.
O encontro permitiu reforçar a convergência de interesses entre as duas partes, com vista à implementação de projectos industriais ligados ao silício, ao quartzo e à produção de componentes para energia solar, contribuindo para o aumento da capacidade produtiva nacional, a transferência de tecnologia e o alinhamento de Angola com as tendências globais de descarbonização.