• ACORDO DE LUANDA REFORÇA UNIDADE NOS DIAMANTES NATURAIS


    Na reunião dos signatários do Acordo de Luanda, realizada à margem do Mining Indaba 2026, os ministros de Angola, Botswana e Namíbia reafirmaram o compromisso conjunto de revitalizar a imagem e o valor dos diamantes naturais, defendendo estratégias coordenadas e campanhas educativas para consumidores.

    O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, alertou para os efeitos da concorrência dos diamantes sintéticos, que têm pressionado os preços e dificultado os modelos tradicionais de marketing. “Tal realidade leva-nos a novos posicionamentos, que exigem trabalharmos juntos — produtores, comerciantes e transformadores — na educação dos consumidores”, afirmou. O ministro sublinhou as vantagens sócio-económicas do diamante natural e anunciou que “Angola contribuiu com 0,5% das suas vendas, através da Endiama e da Sodiam, para apoiar campanhas de marketing sob responsabilidade da DMCC, esforçando-se em conseguir a outra parte”. Reconheceu que o desafio é complexo, mas acrescentou: “Não é impossível. A causa é nobre e solicitamos que os países e entidades signatárias façam um esforço para revitalizar os ganhos derivados da indústria de diamantes naturais”.

    A Ministra das Minas e Energia do Botswana, Bogolo Kenewendo, destacou a relevância do acordo assinado em Luanda, a 18 de Junho de 2024, por Angola, Botswana, República Democrática do Congo, África do Sul e Namíbia. “Reconheço a importância do Acordo de Luanda, da unidade, da transparência e da contribuição sócio-económica dos diamantes naturais”, afirmou. Sublinhou ainda que “mostramos que não perdemos tempo em assiná-lo”, apelando ao máximo engajamento de todos os intervenientes da indústria para a realização de um marketing educativo junto dos consumidores, capaz de valorizar a autenticidade e o impacto positivo dos diamantes africanos.
    Por sua vez, o Ministro da Indústria, Minas e Energia da Namíbia, Modestus Amutse, reforçou que “este desafio demanda coordenação e não acções isoladas”. Garantiu que a Namíbia está completamente engajada na implementação do Acordo de Luanda, sublinhando que apenas através de esforços conjuntos será possível reposicionar os diamantes naturais e assegurar que continuem a contribuir para o desenvolvimento sócio-económico das comunidades africanas.

    Todos os países signatários comprometeram-se em contribuir com 1% das suas vendas para suportar as campanhas de marketing dos diamantes naturais, reforçando a unidade e a determinação em valorizar este recurso estratégico de África.