• "DISCIPLINA FINANCEIRA É INCONTORNÁVEL"


    Durante a gala comemorativa dos 50 anos da Sonangol, realizada a 26 de Fevereiro de 2026, o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás afirmou que a data tem “particular significado para o sector energético e para a economia nacional, por ser um meio século de serviço à Nação angolana, de resiliência institucional e de contribuição determinante para a soberania económica do País”.

    Diamantino Azevedo destacou que a Sonangol se consolidou, ao longo de cinco décadas, como “instrumento estratégico do Estado angolano e pilar estruturante da economia nacional”, sublinhando o seu papel na sustentação das finanças públicas, na formação de quadros e na afirmação do sector energético como eixo do desenvolvimento nacional.

    O governante defendeu que os 50 anos “impõem reconhecimento”, quer pelo valor histórico da instituição, quer pelo mérito das gerações de trabalhadores, gestores e técnicos que construíram uma empresa de referência no continente. De acordo com o ministro, esta efeméride exige “respeito pelo passado, compromisso com o presente e responsabilidade perante o futuro”.

    Ao caracterizar o actual contexto global, o ministro lembrou que o sector energético atravessa “uma transformação profunda”, marcada por maior competitividade, disciplina financeira e exigências de transparência. Por isso, reforçou que a Sonangol deve consolidar-se como “empresa integrada de energia, moderna, robusta e orientada para resultados”, capaz de responder aos desafios da transição energética e da evolução tecnológica.

    Entre as prioridades estratégicas, Diamantino Azevedo apontou o reforço da capacidade de refinação, a execução rigorosa de projectos estruturantes e a necessidade de proteger a economia nacional da volatilidade externa. Sublinhou ainda a valorização do gás natural como energia de transição e vector de industrialização, defendendo que o recurso deve ser convertido em oportunidades concretas para a produção de electricidade, fertilizantes e petroquímica.

    O ministro afirmou que nenhuma estratégia terá sucesso sem “foco no objecto social, disciplina na execução e rigor na gestão”, defendendo que a empresa deve manter-se tecnicamente competente, operacionalmente eficiente, financeiramente sólida e institucionalmente credível, actuando sempre em alinhamento com os objectivos do Executivo.

    A dimensão humana também marcou o discurso. Diamantino Azevedo reconheceu o empenho das “mulheres e homens que trabalham no mar e em terra, nas plataformas, refinarias, terminais, escritórios, logística, engenharia, segurança e tecnologia”, estendendo gratidão aos veteranos que lançaram os alicerces da empresa e apelando aos quadros actuais a continuarem a elevar padrões de excelência.

    Enquanto órgão de tutela, o MIREMPET reafirmou o compromisso de garantir o enquadramento institucional necessário para que a Sonangol cumpra a sua missão com responsabilidade e visão estratégica. Para o ministro, assinalar cinquenta anos é reconhecer um percurso sólido, mas sobretudo “afirmar um compromisso renovado com o futuro”.

    O discurso terminou com uma mensagem de confiança: “O País confia. O Executivo acompanha. A Sonangol tem a responsabilidade de continuar a cumprir.” O ministro endereçou ainda felicitações pela data, desejando “contínuos sucessos, com trabalho sério, unidade e elevado sentido de missão”.